sexta-feira, 28 de maio de 2010

Vamos Rir


ALUNOS... INTELIGENTES (?)


Professor: O que devo fazer para repartir 11 batatas por 7 pessoas?
Aluno: Purê de batata, senhor professor!
(Faz sentido!)

Professor:- Joaquim, diga o presente do indicativo do verbo caminhar.
Aluno:- Eu caminho... tu caminhas... ele caminha...
Professor:- Mais depressa!
Aluno:- Nós corremos, vós correis, eles correm!
(E não é verdade?)

Professor: "Chovia" que tempo é?
Aluno: É tempo muito mau, senhor professor.
(alguma dúvida?)

Professor: Quantos corações nós temos?
Aluno: Dois, senhor professor.
Professor: Dois!?
Aluno: Sim, o meu e o seu!
(a lógica explica...certinho!)

Dois alunos chegam tarde à escola e justificam-se:
- O 1º Aluno diz: Acordei tarde, senhor professor! Sonhei que fui à Polinésia e a viagem demorou muito.
- O 2º Aluno diz: E eu fui esperá-lo no aeroporto!
(fisicaquanticamente falando quem discute??? está certo!)


Professor: Pode dizer-me o nome de cinco coisas que contenham leite?
Aluno: Sim, senhor professor. Um queijo e quatro vacas..
(me diga onde ele errou?)

Um aluno de Direito a fazer um exame oral: O que é uma fraude?
Responde o aluno: É o que o Sr. Professor está a fazer.
O professor muito indignado: Ora essa, explique-se...
Diz o aluno:Segundo o Código Penal comete fraude todo aquele que se aproveita da ignorância do outro para o prejudicar!
(E então... na lógica...)

PROFESSORA: Maria, aponte no mapa onde fica a América do Norte.
MARIA: Aqui está.
PROFESSORA: Correto. Agora turma, quem descobriu a América?
TURMA: A Maria.
(Uauuuuu)

PROFESSORA: Joãozinho, me diga sinceramente, você ora antes de cada refeição?
Joãozinho: Não professora, não preciso... A minha mãe é uma boa cozinheira.
(sem comentários)

PROFESSORA: Artur, a tua redação "O Meu Cão" é exatamente igual à do seu irmão. Você copiou?
ARTUR: Não, professora. O cão é que é o mesmo.
( sem noção.....kkkkkkk)

PROFESSORA: Bruno, que nome se dá a uma pessoa que continua a falar, mesmo quando os outros não estão interessados?
BRUNO: Professora.
( a melhor de todas, sem dúvida!!!!!!!!
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segunda-feira, 24 de maio de 2010

LINDA HISTÓRIA CHINESA

    Uma velha senhora chinesa possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas.
    Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito.
   Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada da torrente até a casa, enquanto aquele rachado chegava meio vazio.
    Por longo tempo a coisa foi em frente assim, com a senhora que chegava em casa com somente um vaso e meio de água.
    Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer.
    Depois de dois anos, refletindo sobre a própria amarga derrota, falou com a senhora durante o caminho:
    'Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho me faz perder metade da água durante o caminho até a sua casa...'
    A velhinha sorriu:
   'Você reparou que lindas flores tem somente do teu lado do caminho?
    Eu sempre soube do teu defeito e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado e todo dia, enquanto a gente voltava, tu as regavas.
    Por dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a mesa.
    Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa.
    Cada um de nós tem o próprio específico defeito.
    Mas o defeito que cada um de nós tem é que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante.
    É preciso aceitar cada um pelo que é e descobrir o que tem de bom nele.'


terça-feira, 18 de maio de 2010

21 de maio - dia da Língua Portuguesa




        A língua nacional também tem um dia para ser comemorada: 21 de maio. Nossa língua - o português - é falada atualmente não apenas em Portugal e no Brasil, mas em áreas de todos os continentes. Sua origem remonta ao latim falado na antiga Roma. De início, o latim era a língua de um povo que vivia no Lácio, região central da Península Itálica. A partir do século III a.C., porém, com as conquistas militares de Roma (de 264 a.C. a 117 a.C.), cidade situada na região do Lácio, a influência romana se espalhou pelas regiões conquistadas. Conseqüentemente, a língua falada pelos soldados, o latim, também foi levada às áreas ocupadas por Roma, inclusive na Península Ibérica, onde mais tarde surgiriam os reinos de Portugal e da Espanha.
   Havia dois níveis de expressão do latim: o clássico e o vulgar. O latim clássico, modalidade da língua escrita e falada pelas pessoas cultas, foi pouco divulgado e hoje conhecemos apenas por meio da literatura e dos documentos históricos. Enquanto isso, a língua falada pelo povo - o latim vulgar - espalhou-se durante a expansão do domínio romano e foi se diversificando nas regiões conquistadas. Assim, o latim vulgar deu origem às línguas neolatinas ou românicas, como são chamadas as línguas modernas derivadas do latim: o português, o espanhol, o galego, o catalão, o francês, o provençal, o italiano e o romeno.
   Como toda língua viva, desde o seu período de formação a língua portuguesa não tem se mantido uniforme, nem no tempo nem no espaço. Historicamente, recebeu influências de outras línguas e vem se transformando a partir do uso que se faz dela e enriquecendo-se sempre por palavras de diferentes origens. Em cada país em que é falado, o português apresenta variações que se manifestam tanto no vocabulário utilizado quanto na pronúncia, na morfologia e na sintaxe. Essas variações ocorrem também dentro de um mesmo país, de região para região, em conseqüência de fatores sociais, econômicos e culturais.

Influência de outras línguas

   O idioma falado hoje no Brasil é resultado de transformações e acréscimos que se fizeram durante os vários períodos históricos, a partir do contato com outros povos e suas culturas, num movimento vivo que comprova o caráter essencialmente social de uma língua. Assim, além das raízes latinas e gregas - já que na Antiguidade o grego exerceu grande influência sobre o latim -, o português falado no Brasil contém contribuições de outros povos. Veja algumas:

Povos                Contribuições lingüísticas



Germânicos :  elmo, norte, sul, esgrimir, marchar
Árabes :  açúcar, alface, armazém, álgebra, álcool
Indígenas:  carioca, jibóia, cuia, pajé, Iracema
Africanos:   maxixe, acarajé, zabumba, atabaque, canjica
Franceses: balé, abajur, toalete, corveta, intendência
Espanhóis: pepita, caudilho, castanhola, cavalheiro, castanhola
Italianos:  piano, soneto, lasanha, macarrão, maestro
Japoneses: quimono, jiu-jitsu, samurai, haraquiri
Russos:  mujique, czar, soviete, vodca, rublo

   Atualmente, os estrangeirismos mais usados entre nós são os de origem inglesa ou norte-americana: lanche, bar, futebol, voleibol, hambúrguer e muitos outros, o que se explica pela influência econômica e cultural dos Estados Unidos no Brasil, assim como em grande parte do mundo.

Onde se fala o Português?

   Com os descobrimentos marítimos dos séculos XV e XVI, os portugueses levaram a sua língua para vastos territórios por eles conquistados na África, na América, na Ásia e na Oceania. Assim, o português é falado em áreas de todos os continentes. Veja:

Continente                        País ou região


Europa:  Portugal, arquipélago dos Açores e Ilha da Madeira
 Ásia: Macau
Oceania: Timor Leste
América: Brasil
Africa:Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, arquipélago de Cabo Verde e ilhas de São Tomé e Príncipe

    Fora das regiões pertencentes ao domínio político de Portugal, do Brasil e das jovens repúblicas africanas, o português é falado ainda em povoações espanholas como Ermisende (na província de Zamora); Alamedilla (na província de Salamanca); em San Martín de Trevejo, Eljas, Valverde de Fresno, Herrera de Alcantara e Cedill (na província de Cáceres); em Olivença e arredores (na província de Badajós).
   Também nas áreas das fronteiras do Brasil, a língua portuguesa tem penetrado em territórios de língua espanhola, formando às vezes um dialeto misto, como o falado nos departamentos uruguaios de Artigas, Rivera, Cerro Largo, Salto e Tacuarembó. É falado ainda por núcleos de imigrantes expressivos, em países como Estados Unidos, França e Alemanha.

Variações linguísticas

   O conceito de língua é bastante amplo e engloba todas as variações da fala, com suas infinitas possibilidades. O idioma falado em um país como o Brasil apresenta variações de região para região, que resultam tanto do uso individual que se faz da língua quanto de fatores geográficos, sociais, profissionais e situacionais. Podemos então imaginar que as diferenças entre o português falado no Brasil e o falado em Portugal são maiores ainda.
   Mesmo no território de uma mesma nação há variações lingüísticas decorrentes de fatores geográficos. Gaúchos e cariocas, por exemplo, usam expressões lingüísticas diferentes. Fatores econômicos e sociais também interferem: as classes sociais que têm acesso à escola, em geral, dominam uma modalidade de língua que goza de prestígio, a chamada norma culta; os que não tiveram oportunidade de acesso à escola e, portanto, não dominam a norma culta são até vítimas de preconceito por se expressarem por meio de variantes menos prestigiadas socialmente.
   Dependendo também da faixa etária, da profissão exercida e dos grupos de convivência, são criados os jargões profissionais e as gírias, que ao mesmo tempo identificam seus usuários a um determinado grupo e excluem dele os que não dominam essa forma de expressão.
   Além disso, um mesmo indivíduo, colocado em diferentes situações de comunicação, costuma fazer uso de modalidades lingüísticas diferentes, mais ou menos formais. O importante é a adequação da linguagem ao ambiente ou à situação em que a pessoa se encontra: em casa, numa conversa descontraída com os amigos, ou proferindo uma palestra para um público desconhecido.

Muitas palavras são diferentes aqui e em Portugal. Veja alguns exemplos:

Brasil                   Portugal

Esparadrapo:        Adesivo
Secretária eletrônica :Atendedor automático
Ônibus:  Autocarro
Salva-vidas:  Banheiro
Fila:  Bicha
Peruca:  Capachinho
Banheiro: Casa de banho
Trem : Comboio
Jogar fora:  Deitar fora
Conversível:  Descapotável
Camisinha: Durex
Durex: Fita-cola
Sorvete:  Gelado
Garoto: Miúdo
Chiclete: Pastilha elástica
Maluco:Taralhoco





Bibliografia consultada:
Guia dos Curiosos, de Marcelo Duarte. São Paulo, Cia. das Letras, 1996.
Sociolingüística: os níveis de fala, de Dino Preti. São Paulo, Nacional, 1974.
A Palavra é Português, de Graça Proença




segunda-feira, 17 de maio de 2010

REDAÇÃO NOTA 10 - REVISÃO

Dicas da Dad


Dad Squarisi é editora de Opinião do Jornal Correio Braziliense, em Brasília, e responsável pelas colunas Dicas de Português e Língua Solta.


   Escrever é mandar recado. A receita de uma sobremesa é um recado. O convite para a festa de aniversário é um recado. O horóscopo publicado no jornal é um recado. A prova que você faz na escola é um recado.
   A gente manda e recebe recados todos os dias. A empregada anota a mensagem para a patroa ausente. O médico prescreve o remédio para o enfermo. O professor dá o tema da redação. Você escreve uma carta para seu amado. Seu coleguinha manda um bilhete para você. É tudo recado.
   E a dissertação do vestibular ou no concurso? É recado. Então por que aquele frio na espinha? Só de pensar nela as mãos ficam geladas. O coração dispara. O suor jorra. Os sintomas têm um nome - medo. Do quê? O que apavora é não ter nada para dizer.
   Qual a saída? Ser esperto. Você já leu muitos livros, revistas e jornais. Viu milhares de filmes. Conversou sobre variados assuntos. Assistiu a incontáveis telejornais. Está pra lá de preparado. Tem assunto pra dar e vender.
   Na hora de dar seu recado, fique calmo. E siga as dicas.
1 - Respire fundo. Três vezes. Devagarinho. Deixe o ar chegar lá em baixo, no fundão da barriga. Visualize o umbigo. Sorria para ele. Por dentro e por fora.

2 - Leia o tema da redação. Entenda-o. Faça as outras provas. Enquanto você resolve questões de português, física, história, a cabeça vai pensando. Vai se organizando. Quietinha. Na hora de redigir, as idéias fluem como num passe de mágica. É só pôr no papel.

3 - Planeje o texto: delimite o tema, defina o objetivo, selecione as idéias capazes de sustentar sua tese. Depois, faça um plano como o proposto no esqueminha:

Tema: o assunto geral do texto.

Delimitação do tema: aspecto do tema que vai ser tratado.

Objetivo: aonde você quer chegar com seu texto?

Idéias do desenvolvimento: argumentos, exemplos, comparações, confrontos e tudo que ajudar na sustentação do ponto de vista que você quer defender.

4 - Vai um exemplo de plano:

Tema: Brasília
Delimitação: turismo em Brasília
Objetivo: informar as opções de turismo em Brasília
Idéias de desenvolvimento: Brasília monumental (palácios, catedral, torre, superquadras), Brasília ecológica (parques, cachoeiras), Brasília mística (Vale do Amanhecer, Cidade da Paz).
Com o plano feito, é hora de redigir. Mãos à obra.

5 - Comece pelo começo. Escolha uma frase bem atraente. Pode ser uma declaração, uma citação, uma pergunta, um verso, a letra de uma música. Depois desenvolva a sua tese. Cada idéia num parágrafo. Por fim, conclua. Com um fecho elegante.

6 - Seja natural. Imagine que o leitor esteja à sua frente ou ao telefone conversando com você. Fique à vontade. Espaceje suas frases com pausas. Sempre que couber, introduza uma pergunta direta. Confira a seu texto um toque humano. Você está escrevendo para pessoas. Gente igual a você.

7 - Use frases curtas. Com elas, você tropeça menos nas vírgulas, nos pontos ou nas reticências. "Uma frase longa", ensinou Vinicius de Moraes, "não é nada mais que duas curtas."

8 - Ponha as sentenças na forma positiva. Diga o que é, nunca o que não é. Em vez de escrever "ele não assiste regularmente às aulas", escreva "ele falta com freqüência às aulas".

9 - Prefira palavras curtas e simples. Os vocábulos longos e pomposos criam uma barreira entre leitor e autor. Fuja deles. Seja simples. Entre duas palavras, prefira a mais curta. Entre duas curtas, a mais expressiva. Casa, residência ou domicílio? C asa.

10 - Opte pela voz ativa. Ela deixa o texto esperto, vigoroso e conciso. A passiva, ao contrário, deixa o desmaiado, sem graça. Compare:
Voz ativa: os alunos da 4ª série fizeram a redação.
Voz passiva: A redação foi feita pelos alunos da 4ª série.

11 - Abuse de substantivos e verbos. Seja sovina com adjetivos e advérbios. Eles são os inimigos do estilo enxuto.

12 - Seja conciso. Respeite a paciência do leitor. A frase não deve ter palavras desnecessárias. Por quê? Pela mesma razão que o desenho não deve ter linhas desnecessárias ou a máquina peças desnecessárias.

13 - Revise. Sua redação tem começo, meio e fim? Você defendeu seu ponto de vista? Escreveu parágrafos com tópico frasal e desenvolvimento? Respeitou a correção gramatical? (Redobre os cuidados com a pontuação, a regência, a crase, a concordância. Triplique a atenção com a passiva sintética - do tipo "vendem-se carros" - com o sujeito posposto ao verbo.)

14 - Avalie. As frases soam bem? Sem cacófatos (por cada, por tão, uma mão, boca dela)? Sem rimas (rigor do calor)? Você começou bem? Terminou melhor? Tenha a certeza: uma vaga é sua.

domingo, 16 de maio de 2010

As Cinco Qualidades do Lápis

Há cinco qualidades num lápis.
Se você conseguir aplicá-las em sua vida, será sempre uma pessoa melhor e em paz com o mundo:

Primeira qualidade:

Você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que, assim como o seu lápis, existe uma Mão que guia seus passos.

Segunda qualidade:

De vez em quando é preciso parar o que está escrevendo, e usar o apontador.
Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele estará melhor e mais afiado para continuar.
Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.

Terceira qualidade:

O lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado.
Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo ruim, mas algo importante para
nos colocar novamente no caminho da justiça.

Quarta qualidade:

O que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior,mas a grafite que está dentro.
Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.

Finalmente,

Quinta qualidade do lápis:
Ele sempre deixa uma marca.
Da mesma maneira, tudo que você fizer na vida irá deixar traços.

terça-feira, 11 de maio de 2010

SERMÃO DA MONTANHA PARA PROFESSORES

Sermão da Montanha

(versão para professores)

Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre ma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens. Tomando a palavra, disse-lhes:
- “Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles...”

Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?

André disse:
- É pra copiar no caderno?

Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!

Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?

João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?

Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?

Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!

Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?

Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?

Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.

Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?

Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!

Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?

Caifás emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?

Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto.
- E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor titular...

Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu.
Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar pra Nazaré e montar uma padaria...
Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu coração de educador se enterneceu e Ele continuou:
-“Felizes vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras contra vocês por causa da Educação. Fiquem alegres e contentes, porque será grande a recompensa no céu. Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes de vocês”.

Tomé, sempre resmungão, reclamou:
- Mas só no céu, Senhor?

- Tem razão, Tomé - disse Jesus - há quem queira transformar minhas palavras em conformismo e alienação.. Eu lhes digo, NÃO! Não se acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para merecer o que vem depois...

E Jesus concluiu:
- Vocês, meus queridos educadores, são o sal da terra e a luz do mundo...

SÓ JESUS SALVA!!! Pelo jeito, os professores, também! rs..

Texto de abertura do Programa Rádio Vivo — Rádio Itatiaia, Belo Horizonte —
de 15/10/2009, texto do professor Eduardo Machado.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

DESEJO

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar ".

Victor Hugo

sábado, 24 de abril de 2010

PEDAÇOS

Um pedaço de mim reclama tempo para viver,
outro assume a responsabilidade e quer apenas trabalhar.
Um pedaço de mim quer viver um grande amor,
e entrega-se sem medidas,
o outro tem medo, já sofreu decepções e por ele,
nunca mais me apaixonaria.

Um pedaço de mim é brincalhão e vive rindo,
outro é triste, tem momentos de puro isolamento,
Um pedaço de mim quer vencer, é pura euforia,
Outro quer apenas viver, deixar a vida me levar...

Um pedaço de mim sofre com a dor dos outros,
outro quer que eu cuide apenas das minhas dores,
que não são poucas, já que vivo em conflito,
entre o que eu sou e o que eu gostaria de ser,
entre o que tenho e aquilo que gostaria de ter,
e, se um pedaço de mim sente-se satisfeito,
o outro grita por novidades, por consumo,
por gente, por beijos e amores inconstantes.

Nesse turbilhão, acordo todos os dias,
tentando unir esses dois lados que coexistem em mim,
e que por mais diferentes que sejam,
ainda assim, só querem mesmo,
o melhor para mim.

Hoje eu junto o ser e o querer,
o que fui e o que desejo ser,
para cumprimentar a vida,
abraçar meus sonhos e pedir passagem
simplesmente para ser feliz.

(Paulo Roberto Gaefke)


MANEIRA DE DIZER AS COISAS

  Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, certa feita, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.
  - Que desgraça, senhor! Exclamou o adivinho. Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.
  - Mas que insolente - gritou o sultão, enfurecido. Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!
  Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites. Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho.
    Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:
  - Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.
  A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:
  - Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro.
  - Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer...
  Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra.
 Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. Mas a forma como ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas. A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta. Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade.
  A embalagem, nesse caso, é a indulgência, o carinho, a compreensão e, acima de tudo, a vontade sincera de ajudar a pessoa a quem nos dirigimos.
  Ademais, será sábio de nossa parte, antes de dizer aos outros o que julgamos ser uma verdade, dizê-la a nós mesmos diante do espelho.
  E, conforme seja a nossa reação, podemos seguir em frente ou deixar de lado o nosso intento. Importante mesmo, é ter sempre em mente que o que fará diferença é a maneira de dizer as coisas...

Alguns provérbios para complementar:

A boca do justo produz sabedoria, mas a língua da perversidade será desarraigada.
(Provérbios 10.31)

A língua dos sábios adorna o conhecimento, mas a boca dos insensatos derrama a estultícia.
(Provérbios 15:2)

A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto.
(Provérbios 18:21)

O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias.
(Provérbios 21:23)

segunda-feira, 22 de março de 2010

O que é Páscoa?

O que é Páscoa?


- Papai, o que é Páscoa?
- Ora, Páscoa é...bem...é uma festa religiosa!
- Igual Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Marta vem cá!
- Sim?
- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido.
Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado.
Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
- Mais ou menos...Mamãe, Jesus era um coelho?
- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas!
Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu!
Nem parece que esse menino foi batizado!
Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos.
Até parece que não lhe demos uma educação cristã!
Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola?
Deus me perdoe!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa.
Você vai estudar isso no catecismo.
É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Minas Gerais?
- Sacrilégio!!!
- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?
- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito.Mas quando você for ao catecismo a professora explica tudinho!
- Então como você acredita em algo que você não entende ?
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
- Eu sei lá ! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo?
- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!
- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era, era melhor, ou então urubu.
- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né?
Que dia que ele morreu?
- Isso eu sei: na sexta-feira santa.
- Que dia e que mês?
- ??????? Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-Feira Santa e ressuscitou três dias depois, no Sábado de Aleluia.
- Um dia depois.
- Não, três dias.
- Então morreu na quarta-feira.
- Não, morreu na Sexta-Feira Santa... ou terá sido na Quarta-Feira de cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde!
- Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como?
- Pergunte à sua professora de catecismo!
- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
- É que hoje é Sábado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no sábado?
- Claro que não! Se ele morreu na sexta!!!
- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
- É, boa pergunta. Filho, atende o telefone pro papai. Se for um tal de Rogério diz que eu saí.
- Alô, quem fala?
- Rogério Coelho Pascoal. Seu pai está?
- Não, foi comprar ovo de Páscoa. Ligue mais tarde, tchau.
- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só?
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Coitada!
- Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo!

(Luiz Fernando Veríssimo)

quarta-feira, 17 de março de 2010

Um texto sem a letra A

Na língua portuguesa quase tudo é possivel.
Como, por exemplo, não usar a letra "A".
Não acredita?
Eis um exemplo. de autor desconhecido
É possível, sim...

   "Sem nenhum tropeço posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo isso permitindo mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível.
   Pode dizer-se tudo, com sentido completo, como se isso fosse mero ovo de Colombo, desde que se tente. Sem se inibir, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento.
   Trechos difíceis resolvem-se com sinónimos.
Observe-se bem: é certo que, em se querendo, esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo.
   yhBrinque-se mesmo com tudo.
É um belíssimo desporto do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo sem o "P", "R" ou "F", o que quiser escolher. Podemos, em corrente estilo, repetir um som sempre ou mesmo escrever sem verbos.
   Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir.
   Porém, mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos.
   Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem hoje o nosso português, culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Porquê?
  Cultivemos o nosso polifónico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.
  Honremos o que é nosso, oh moços estudiosos, escritores e professores!
  Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, púgil, de heróis e de nobres descobridores de mundos novos!"

INCRÍVEL, NÃO!!!!!
É A NOSSA LÍNGUA PORTUGUESA!!!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Só um Lembrete (Mário Quintana)

Só um lembrete do Quintana ...


A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira. ..
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo,
pois a única falta que terá,
será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'


Mário Quintana

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

ALGUMAS MANEIRAS DE FAZER ALGUÉM FELIZ.

.

DÊ UM BEIJO, UM ABRAÇO,
UM PASSO EM SUA DIREÇÃO,
APROXIME-SE SEM CERIMÔNIA.
DÊ UM POUCO DE CALOR DO SEU SENTIMENTO,
ASSENTE-SE BEM PERTO
E DEIXE FICAR ALGUM TEMPO
OU MUITO TEMPO,
NÃO CONTE O TEMPO DE SE DAR.
SONHE O SONHO, DEIXE O SORRISO ACONTECER,
LIBERTE UM IMENSO SORRISO.
RASGUE O PRECONCEITO, OLHE NOS OLHOS
E APONTE UM DEFEITO COM JEITO.
RESPEITE UMA LÁGRIMA,
OUÇA UMA HISTÓRIA, OU MUITAS,
COM ATENÇÃO.
ESCREVA UMA CARTA E MANDE.
IRRADIE SIMPLICIDADE E SIMPATIA,
NÃO ESPERE SER SOLICITADO, PRESTE UM FAVOR.
LEMBRE--SE DE UM CASO,
CONVERSE SÉRIO OU FIADO,
CONTE UMA PIADA, ACHE GRAÇA.
SUGIRA UM PASSEIO, UM BOM LIVRO,
UM BOM FILME, OU MESMO UM BOM PROGRAMA DE TV.
DIGA DE VEZ EM QUANDO: “DESCULPE”, “MUITO OBRIGADO”,
"NÃO TEM IMPORTÂNCIA”, “O QUE SE HÁ DE SE FAZER”,
“DA-SE UM JEITO”.
E NÃO SE ESPANTE SE A PESSOA
MAIS FELIZ FOR VOCÊ.

(AUTOR DESCONHECIDO)
(Vi esta mensagem escrita num muro na cidade de Macajuba-Bahia.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Emprego de Crase

Para alguns é uma notícia boa, mas para muitos é péssima: o emprego da crase continua o mesmo!


   Para aqueles que se entristeceram com a informação, pense pelo lado positivo: se nada mudou, quer dizer que tudo que você já aprendeu – que não foi nada fácil - sobre a crase, permanece igual! Não será necessário passar por todo processo de aquisição de novas regras e renovação do que já está intrínseco!
   Assim, recapitulemos: o acento grave é usado na contração da preposição “a” com a forma feminina do artigo ou pronome demonstrativo “a”: à, às. Desse mesmo modo acontece com a preposição “a” e os pronomes demonstrativos: aquele(s), aquela(s), aquilo: àquele(s), àquela(s), àquilo.
   Agora, é só continuar com o que aprendeu sobre o acento grave (crase), mas ficar atento ao que mudou com as novas regras ortográficas!

Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola



segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

EDUCAR

EDUCAR


Eu educo hoje
com valores que recebi ontem
para pessoas que são o amanhã.
Os valores de ontem, os conheço
os de hoje, percebo alguns,
dos de amanhã, não sei...
Se só uso os de ontem,
não educo: condiciono.
Se só uso os de hoje,
não educo: complico.
Se só uso os de amanhã,
não educo: faço experiências
às custas dos homens.
Se uso os três,
sofro, mas educo.






Artur da Távola

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

PREGUIÇA BAIANA SEGUNDO NIZAN GUANAES

   Não gosto quando se referem à Baianidade com o estereótipo da preguiça. Da falta de sofisticação. Pierre Verger fotografou a Bahia, e os corpos que ele retratou são peitos, troncos e bundas enrijecidas pela história e pela vida dura.
   São homens açoitados pela escravidão. A Bahia é graça, prazer, leveza, mas ela é também luta. O Brasil ficou independente com um grito em 1822. A Bahia teve que lutar, morrer e vencer para expulsar de vez os portugueses em 2 de julho de 1823.
   Castro Alves, o maior poeta brasileiro, morreu aos 24 anos, deixando uma obra imensa. Ou seja, trabalhou muito para deixar tanto em um tempo tão curto de sua existência.
   Todos os anos o povo da Bahia anda 12 quilômetros com potes de água na cabeça para lavar as escadarias de nosso pai, Oxalá.
   No Carnaval baiano, enquanto milhões se divertem, milhares trabalham dia e noite cantando, tocando, vendendo, para que o nosso povo e gente de todo o mundo possam se divertir.
   Além disso, quem construiu todas aquelas igrejas, aqueles fortes, monumentos? Nós. Quem colocou cada pedra no Pelourinho? Nós. Quem foi açoitado no tronco que deu ao Pelourinho seu nome? Nós.
   Quem escreveu músicas, filmes, encenou, pintou, esculpiu parte significativa da produção artística deste país? Ano após ano, década após década? Nós, os baianos.
   Joana Angélica, Maria Quitéria são ruas no Rio de Janeiro, mas na Bahia são sofrimento, luta e heroísmo.
  A Bahia é luta, mas ela compreende que a vida não é só isso. E não é.
  E é por isso que essa tal Baianidade atrai em todas as férias e feriados estressados de todo o mundo.
  Na costa da Bahia, o melhor conjunto de resorts do Brasil foi construído para que você possa experimentar o melhor da vida, e a gente trabalha enquanto você descansa.
  O reitor Edgard Santos, baiano de boa cepa, fez uma das significativas obras de produção acadêmica e cultural, com contundente dedicação.
  Lamento que a Bahia seja tão amada, tão exaltada e tão pouco compreendida.
 Todos aqueles coqueiros e boa parte das frutas e especiarias que a Bahia tem não nasceram ali: vieram de outras índias e foram plantados pelas mãos calejadas do povo da Bahia.
  Mas o mundo é de percepção. E, lamentavelmente, as novas gerações, por incompetência nossa, herdaram a parte mais vulgar, mais inculta, mais básica e folclórica desta Baianidade.
  Cabe a nós, os velhos, passarmos pela tradição oral, que é de fato Baianidade.
  E lembrar a quem dança na Bahia que, enquanto ele dança, alguém toca. Que enquanto ele reza, alguém constrói igrejas. Ou seja, na Bahia o trabalho é voltado para o lazer e encantamento do mundo.
  E toda vez que você chegar estressado e branco e sair moreno e feliz, chegar descrente e sair otimista e apaixonado, nosso trabalho, nosso papel no mundo estará sendo cumprido.
  Baianidade é enfrentar a dura vida de uma maneira que ela pareça menos dura e mais vida.
  E para que exerçamos a plena Baianidade, é preciso que entendamos plenamente do que é que somos orgulhosos.
  Sou orgulhoso da Bahia mãe de Menininha, Cleusa, Carmem, Stella, do grande Obarain e de Padre Sadock, Padre Luna e Irmã Dulce.
  Sou orgulhoso da Bahia de Ruy Barbosa, Glauber, ACM, Luis Eduardo, - estilos diversos da mesma paixão baiana que nasceu no 2 de julho.
  Sou orgulhoso de Gil, Caetano, Bethânia, Gal, de Jorge, meu amigo amado.
  Sou orgulhoso de Caribé, Verger, Lícia Fábio, que não nasceram na Bahia, mas a Bahia nasceu deles.
  Sou, enfim, orgulhoso dos filhos da Bahia. E por isso sou tão orgulhoso do Brasil.
  O Brasil é o maior filho da Bahia. Ele nasceu lá no dia 22 de Abril de 1500 e é por isso que os brasileiros ficam tão felizes quando vão à Bahia. Porque eles estão, na realidade, visitando os parentes, revendo suas raízes.
  Baianidade é enfim o DNA do Brasil, é o genoma do país.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

cordel do BBB

O educador Antônio Barreto, um dos maiores cordelistas da Bahia, acaba de retornar ao Brasil com os versos mais afiados que nunca depois da polêmica causada com o cordel "Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso".
Desta vez o alvo é o anacrônico programa BBB-10 da TV Globo. Nesse novo cordel intitulado "Big Brother Brasil, um programa imbecil" ele não deixa pedra sobre pedra. São 25 demolidoras septilhas (estrofes de 7 versos). Só para dar um gostinho:


Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.


Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.


Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.


Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.


Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.


O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.


Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.


Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.


Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.


Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.


Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.


A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.


Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.


Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.


É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.


Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.


A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.


E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.


E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.


A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.


Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.


Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?


Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…


FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2010.

   Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara, na Bahia.
É autor de um dos mais recentes e estrondosos sucessos da Internet, o cordel Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso.
Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente.
Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.
Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.
Possui incontáveis trabalhos em jornais, revistas e antologias, com mais de 100 folhetos de cordel publicados sobre temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos
Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas, xotes e baiões.

O cordel "Big Brother Brasil, um programa imbecil" é imperdível e está completinho aqui, em primeira mão: http://cachacaaraci.wordpress.com/

2010 é um ano eleitoral. Espero que os eleitores brasileiros valorizem seus votos, pois o voto é a arma para acabar com a impunidade no país