domingo, 30 de outubro de 2011

31/10 - DIA DO POETA CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE



Carlos Drummond de Andrade ganha dia em sua homenagem na segunda (31/10)
      Projeto do Instituto Moreira Salles celebra o Dia D, amanhã, 31 outubro de 2011 quando Carlos Drummond de Andrade completaria 109 anos. A proposta é criar data especial em homenagem ao poeta.

 ALGUMAS CURIOSIDADES SOBRE O AUTOR

Ø  Carlos Drummond de Andrade nasceu na cidade de Itabira do Mato de Dentro, em Minas Gerais. Criado sob rígida educação católica, o primeiro colégio que o poeta estudou foi o Grupo Escolar Coronel José Batista.
Ø  Aos 13 anos Drummond foi convidado para dar palestras no Grêmio dramático e Literário Artur de Azevedo.
Ø  Em 1918, o poeta foi matriculado no internato Anchieta, da Companhia de Jesus, na cidade de Nova Friburgo, mas foi expulso aos 17 anos porque se desentendeu com o seu professor de português. Nesta época, o poeta era conhecido como “general” por causa de seu jeito altivo.
Ø  Em 1920 a família dele mudou-se para Belo Horizonte. Os primeiros trabalhos do poeta começaram a ser publicados no jornal Diário de Minas na seção “Sociais”. A vida na capital mineira permitiu que ele conhecesse escritores e políticos que freqüentavam a Livraria Alves e o Café Estrela.
Ø  Quando já morava em Belo Horizonte havia dois anos, o conto “Joaquim no Telhado” rendeu ao poeta um prêmio de 50 mil-reis. Passou a publicar seus trabalhos também no rio de Janeiro.
Ø  EM 1923, o poeta resolveu fazer uma faculdade e se matriculou Escola de Odontologia e Farmácia em Belo Horizonte.
Ø  Os primeiros contatos entre Drummond e os modernistas aconteceram em 1924. Conheceu os poetas Mário de Andrade e Oswald de Andrade e a pintora Tarsila do Amaral.
Ø  Drummond se casou com Dolores Duarte de Morais em 1925 e voltou para Itabira, onde passou a dar aulas de Geografia e Português no Ginásio Sul-americano.
Ø  A revista Antropofagia, de São Paulo, publicou seu poema “No meio do caminho”, que se transformou em um escândalo literário. Drummond foi um dos ativistas da semana de 22. Passado muitos anos, mais maduro, firmou que, embora o movimento tenha sido importante para a literatura nacional, “permitiu que todo mundo que não sabia escrever, escrevesse”.
Ø  Sua única filha, Maria Julieta, nasceu em 1928. Drummond atuou na Secretaria de educação de Minas Gerais e ocupou diversos cargos ligados à educação e à cultura tanto em Minas como no Rio de Janeiro.
Ø  O poeta, que sempre fez questão de levar uma vida reclusa, começou a dar entrevistas só em 1984, mostrando-se uma pessoa afável e melancólica. Já velho e magrinho, costumava caminhar todas as tardes pela praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Ø  Dias antes de morrer, Drummond disse a sua médica, Elizabete Viana de Freitas:
Ø  “Ah, Elizabete, eu sei que você não pode, mas o que eu queria mesmo era um infarto fulminante”.  
Ø  O poeta morreu no dia 17 de agosto de 1987, de problemas cardíacos, 12 dias depois da morte de sua filha Maria Julieta. Ela tinha 59 anos e passou dois anos lutando contra um câncer. Pai e filha chegaram a travar uma disputa verbal para ver quem morreria antes, de forma que o primeiro não sofresse com a perda do outro. No velório de  Maria Julieta, Drummond disse a um amigo: Isto não está certo, ela deveria ficar para fechar os meus olhos.
Ø  Drummond era agnóstico e pediu que nenhuma homenagem ou oração fossem feitas em seu sepultamento. Também não queria cruz ou símbolos religiosos . Seu enterro, realizado no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, reuniu cerca de 880 pessoas, entre amigos, parentes, artistas, políticos e fãs. Seu corpo foi enterrado ao lado da filha.
Ø  O ano de 2012 vai marcar os 110 anos de nascimento de Carlos Drummond de Andrade e os 25 de sua morte, datas que prometem uma série de novidades. O poeta vai ganhar casa nova, ou seja, depois de 27 anos tendo seus livros publicados pela Record, a Companhia das Letras começa a reeditar toda a obra do escritor, com novo projeto gráfico e conselho editorial próprio. Drummond também será homenageado em Paraty, já que será o tema da Flip do próximo ano.

(TEXTO ADAPTADO  DE  O GUIA DOS CURIOSOS - Marcelo Duarte)

sábado, 29 de outubro de 2011

DIA NACIONAL DO LIVRO

 
 
O Dia Nacional do livro comemora a fundação da Biblioteca Nacional, que nasceu com a transferência da Real Biblioteca portuguesa para o Brasil. O acervo tinha 60 mil peças, entre livros, manuscritos, mapas, moedas, medalhas etc. tudo acomodado nas salas do Hopital da Ordem Terceira do Carmo. Em 29 de outubro de 1810, a biblioteca foi transferida, e essa passou a ser a data oficial de sua fundação.... Até o ano de 1814, os estudiosos precisavam de autoriazação prévia para consultá-la.
A proposta hoje é tirar uns momentos para resgatar o registro emocional que ficou em você de um livro que tenha lido, não importa quando.
Tenho uma lista dos meus resgates:
Ensaio sobre a cegueira de José Saramago
Mentiras no divâ de Irvin D. Yalom
Noites do Sertão de João Guimarães Rosa
Perdas & Ganhos de Lya Luft
Pelo amor ou pela dor de Rick Medeiros
O Código de Vinci De Brown 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

DE OLHO NO ACORDO ORTOGRÁFICO





"A língua é a única ferramenta que fica mais afiada com o uso.”
(Washington Irving. In: Revista LP, ano II, nº 14)


     Em 2012, entrará em vigor o novo acordo ortográfico no sistema educativo português, ou seja, algumas palavras passarão a ser escritas de forma diferente. Os novos manuais já contemplam o novo acordo, bem como os livros editados recentemente por isso, torna-se necessário que você fique de olho nas novas regras de acentuação.
Vejamos:

      As palavras paroxítonas (aquelas cujas sílabas pronunciada com maior intensidade é a penúltima) em que aparecem os ditongos abertos ei e oi não são mais acentuadas:
 Como era: boléia, heróico, idéia, bóia, estréia,  jóia, jibóia assembleia
Como fica: boleia, heroico, ideia, boia, estréia, jóia, jibóia, assembléia
     O hiato OO não mais recebe acento circunflexo:
Como era: perdôo, vôo, enjôos
Como ficou: perdoo, voo, enjoos
    Vale ressaltar: O acento agudo dos ditongos abertos ÉI e ÓI só desapareceu nas   palavras paroxítonas. As oxítonas (incluindo-se aí os monossílabos tônicos terminados em ÉI, ÉU e ÓI) continuam recebendo acento gráfico.
Exemplos: papéis, céu herói.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

27/10 Aniversário de Maurício de Sousa


     Mauricio de Sousa é sem sombra de dúvida o maior cartunista brasileiro voltado para o mundo infanto-juvenil, mas que agrada também os adultos e criador da famosa "Turma da Mônica"
    Nascido no dia 27 de outubro de 1935, em Santa Isabel, São Paulo, filho do barbeiro Antônio Mauricio de Sousa e da poetisa Petronilha Araújo de Sousa e deve ter herdado de sua mãe o gosto pela arte.
     Quando menino, na cidade de Mogi das Cruzes, próxima a São Paulo, Mauricio de Sousa vivia como as outras crianças: morava numa casa sem muros, andava descalço, jogava futebol no campinho, saía com o cachorro, brincava de pular corda, de fantasiar e viver aventuras. O tempo passou, e o menino deu um jeito de manter intacto o mundo à sua volta, recriando o cenário da infância nas páginas dos quadrinhos. Suas histórias parecem simples, cotidianas, corriqueiras. E são mesmo. Tão simples que podem ser entendidas por qualquer um que já foi criança um dia. Catalão, javanês, grego, coreano, alemão, francês e italiano são algumas das línguas em que as histórias da Turma da Mônica já foram publicadas.
     A primeira revista inspirada na filha primogênita de Mauricio saiu em português mesmo, em 1970. Quem era criança, na época, já cresceu.Mas,“por nostalgia ou por gostar da linguagem simples e direta dos gibis”,muitos continuam a acompanhar a turma. Talvez isso explique por que boa parte de seus leitores de hoje são adultos.Mauricio trabalhou em rádio, deu aulas de canto e dança, foi repórter policial, fez tiras de jornal para ajudar no orçamento familiar e depois se tornou o mais popular quadrinista do país.Mas diz que ainda se parece com o menino do interior. No ano em que a Turma da Mônica chega a seu 35o aniversário, suas histórias nos levam a crer que ainda há tempo para observar a vida e desfrutar pequenas felicidades.


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Uso da Cedilha

 
 
 
 
Uma aulinha para aqueles que têm o hábito de escrever VOCÊ com Ç. Há um número enorme por aqui, inclusive jornalistas.
 
 Uso da Cedilha (ç)

 Cedilha é um sinal que se coloca na letra C antes de: a, o ,u ou seja ça, ço, çu.
 A cedilha dá ao C o som de SS.
 Exemplos: laço,carroça,Iguaçú.

 Emprego da cedilha

 Colocamos a cedilha debaixo do C pra lhe dar o som de S inicial. Observe ...os exemplos: criança- moço- pontuação- almoço- açúcar- caça.
Atençao: Não se usa cedilha em ce, ci, nem no início das palavras.
 Exemplos: cinco - circo- centro cenoura.
Só se usa cedilha em ça, ço, çu.

 Conclusão: Na palavra VOCÊ não existe cedilha.

sábado, 22 de outubro de 2011

Por que existem vários jeitos de escrever "por quê"?

    
    
      No latim classico havia duas palavras: "quare" para perguntar e "quia" para responder. Mas, em português, prevaleceu a expressão do latim vulgar, pro quid, que passou a exercer dupla jornada em perguntas e respostas. "Para diferenciar, alguém teve a ideia de escrever um junto e o outro separado", explica Caetano Galindo, linguista da Universidade Federal do Paraná. Os registros mais antigos dessa distinção são do século 13, mas, em 1500, Pero Vaz de Caminha ainda se atrapalhava na carta do descobrimento.
     De um modo geral, os porquês devem ser usados assim:

     POR QUE separado e sem acento quando introduz perguntas e quando substitui "qual motivo" e "qual razão":
     Por que vai sair mais cedo?

     PORQUE junto e sem acento é o das respostas. Pode ser substituído por "pois":
     Porque tenho um compromisso.

    POR QUÊ separado e com acento é usado quando o "que" é tônico, o que fica mais claro quando ele está proximo de um sinal de pontuação.
      Você vai sair mais cedo por quê?

     PORQUÊ junto e com acento é substantivo e equivale a "motivo", "razão".
      Quero saber o porquê de você sair mais cedo.

PARA DESCONTRAIR

EM TEMPOS DE ENEM

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

20/10 DIA DO POETA



    Todos nós temos sentimentos e emoções, portanto o potencial para sermos poetas não nos falta. O que precisamos é exercitar a arte de trabalhar as palavras.
     Poeta é aquele que faz versos, que escreve poesias.
    A poesia, ou gênero lírico, ou lírica é uma das sete artes tradicionais, uma forma de linguagem. A poesia é uma linguagem verbal criativa. Uma arte de escrever em versos. Uma forma de se expressar e transmitir sentimentos, emoções e pensamentos.
    Antigamente, as poesias eram cantadas, acompanhadas pela lira, um instrumento musical muito comum na Grécia antiga. Por isto, diz-se que a poesia pertence ao gênero lírico.
  •   Olavo Bilac
  •   Elias José
  •   Oswald de Andrade
  •   Cora Coralina
  •   Carlos Drummond de Andrade
  •   Cecílía Meireles
  •   Manuel Bandeira
  •   Fernando Pessoa
  •   Vinícius de Morais
  •    Mário Quintana
Segue uma linda definição sobre o poeta pelo grandioso Fernando Pessoa:
O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
 Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
 E os que lêem o que escreve
Na dor lida sentem bem
Não as duas que ele teve
 Mas só as que ele não têm
E assim nas calhas de roda
 Gira, a entreter a razão
 Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Fernando Pessoa

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O PROFESSOR

15 DE OUTUBRO - DIA DO PROFESSOR



Professor, "sois o sal da terra e a luz do mundo".
Sem vós tudo seria baço e a terra escura.
Professor, faze da tua cadeira
a cátédra de um emstre.
Se souberes elevar teu magistério,
ele te elevará a magnificência;
Tu és um jovem, sê, com o tempo e a competência,
um excelente mestre.

Meu jovem professor que ensina e quem mais aprende?
O professor ou o aluno?
De quem maior responsabilidade na classe,
do professor ou do aluno?
Professor, ser um mestre. Há uma diferença sutil
entre este e aquele.
Este leciona e vai prestes a outros afazeres.
Aquele mestreia e ajuda seus discípulos.
O professor tem uma tabela a quem se apega.
O mestre exerce qualquer tabela e é sempre um mestre.

Feliz é o professor que aprende ensinando.
A criatura humana pode ter qualidades e faculdades.
Podemos aperfeiçoar as duas.
A mais importante faculdade de quem ensina
é a sua ascedência sobre a classe.
Ascendência é uma irradiação magnédica, dominadora
que se impõe sem palavras ou gestos,
sem criar atritos, ordem e aproveitamento.

É uma força sensível que emana da personalidade
e a faz querida e respeitada, aceita.
Pode ser consciente, pode ser desenvolvida na escola,
no lar, no trabalho e na sociedade.
um poder condutor sobre o auditório, filhos dependentes, alunos.
É tranquila e atuante. É um alto comando obscuro
e sempre presente. É a marca dos líderes.

A estrada da vida é uma reta marcada de encruzilhadas.
Caminhos certos e errados, encontros e desencontros
do começo ao fim.
Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.
O melhor professor nem sempre é o de mais saber,
é sim aquele que, modesto, tem a faculdade de transferir
e manter o respeito e disciplina da classe.

CORALINA, Cora. Vintém de Cobre - Meias coffisões de Aninha. São Paulo: Global, 1997

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

TROPEÇOS DA INTELIGÊNCIA

      Há a história dos dois ursos que caíram numa armadilha e foram levados para um circo. Um deles, com certeza mais inteligente que o outro, aprendeu logo a se equilibrar na bola e a andar no monociclo, o seu retrato começou a aparecer em cartazes e todo o mundo batia palmas: "Como é inteligente". O outro, burro, ficava amuado num canto, e por mais que o treinador fizesse promessas e ameaças, não dava sinais de entender. Chamaram o psicologo do circo e o diagnostico veio rápido: "É inútil insistir. O Q.I é muito baixo..."
      Ficou abandonado num canto, sem retratos e sem aplausos, urso burro, sem serventia... O tempo passou. Veio a crise economica e o circo foi à falência. Concluíram que a coisa mais caridosa que se poderia fazer aos animais era devolvê-los às florestas de onde haviam sido tirados. E, assim, os dois ursos fizeram a longa viagem de volta.
      Estranho que em meio à viagem o urso tido por burro parece ter acordado da letargia, como se ele estivesse reconhecendo lugares velhos, odores familiares, enquanto seu amigo de Q.I alto brincava tristemente com a bola, último presente. Finalmente, chegaram e foram soltos. O urso burro sorriu, com aquele sorriso que os ursos entendem, deu um urro de prazer e abraçou aquele mundo lindo de que nunca esquecera. O urso inteligente subiu na sua bola e começou o número que sabia tão bem. Era só o que sabia fazer. Foi então que ele entendeu, em meio às memórias de gritos de crianças, cheiro de pipoca, música de banda, saltos de trapezistas e peixes mortos servidos na boca, que há uma inteligência que é boa para circo. O problema é que ela não presta para viver.
 
Rubem Alves

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

INTERPRETAÇÂO DE TEXTO

     Interpretar corretamente um texto é uma competência que poucos têm. O Twitter, Facebook, Orkut e tantos outros contextos já mostraram que é cada vez mais difícil achar quem consiga ir além da superfície do texto.
     Veja um exemplo nesta charge.


 De: Análise de textos

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

FALSIDADE

 


Eu vou bem
no pais do
tapinhas nas costas
"Tudo bem!"
"Tudo joia!"
Assim sorrimos também aqui
Pela vida afora
E viramos para o outro
nossas costas ensolaradas.

SEJA PROFESSOR

   Ser professor é socializar o saber, é construir, juntamente com o discente, um conhecimento que valorize o meio em que atua.
Por isso, destacar-se-ão 7 motivos para incentivar cada vez mais pessoas destemidas e comprometidas, a ingressar nessa brilhante carreira.
Leia-os com atenção e anote todos os detalhes:
1. Estude muito e leia bastante, principalmente a vida de São Francisco de Assis; lembre-se de que você também terá que fazer um voto eterno de pobreza.

2. Prepare-se para manejar certos instrumentos, como o giz e o apagador. Para tal, orientamos o personal stylest de Michael Jackson; você precisará de luva e máscara durante as aulas.

3. Manter-se em forma não será problema para você com o corre-corre de uma escola para outra, você estará evitando o sedentarismo, com o salário que receberá, não precisará fazer regime e caso precise complementar a cesta básica do mês, você ainda pode ter o privilégio de usar o TÍCKET DE 4 REAIS...

4. O educador é o único que pode acumular cargos além de ministrar aulas em 3 ou 4 colégios/faculdades/universidades diferentes, ainda sobra tempo para ser sacoleiro, levando para as escolas os últimos lançamentos do Paraguai ou sendo importante representante de empresas como a AVON, NATURA, a HERMES e a SHOPPING MAIS.
5. A formação continuada do professor é algo bastante importante e valorizada pelo governo. Com sorte, você será selecionado para ficar em um grande e luxuoso hotel como o IAT, desfrutar de ótimas instalações e saborear um cardápio variado tudo isso com uma localização privilegiada e com vista para o ma...to.
6. O local de trabalho deve ser evidenciado: o educador, quase sempre, trabalha em escolas-modelo, cujo slogan é a fartura: 'farta' limpeza, 'farta' funcionário, 'farta' material didático, enfim, 'farta' tudo; e por incrível que pareça 'farta' educação.
7. Por fim, você desfrutará de um plano de saúde de ótima qualidade, cuja eficiência é demonstrada nos consultórios psiquiátricos repletos de professores que, ao completarem a idade e o tempo de serviço, já se encontram fatigados pelo trabalho, sugados pelo sistema e em pleno desmoronamento físico além do mental.

Assim, depois de ler essas sete dicas, não perca a oportunidade e não desista:
O nosso lema é:
'PAGUE PARA ENTRAR, REZE PARA SAIR'.
Aos que já se encontram desfrutando desse 'néctar' que é ser professor, nossos parabéns, você é persistente e capaz.
Possivelmente, não terá recompensa aqui na terra, mas é certo que já tenha adquirido lugar privilegiado no céu.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

LÍNGUA AFIADA




CHAMPAHE

   Você pode escrever tanto champanhe quanto champanha. ambas as formas são grafadas no masculino. Portanto ao referir-se a esse belo vinho espumante, escreva o champanhe ou a champanha.
Exemplos:
   Na festa foi servido o legítimo champnhe francês.
   O champanha nacional está tendo boa aceitação.

CHOPE

   A palavra deve ser grafada no singular quanto o sentido for genérico ou quando se referir apenas a um, e não a vários chopes. Tomar um chopes está errado. Você pode, sim, tomar dois chopes.
Exemplo:
   Vamos tomar um chope depois do expediente.

PITU

   Pitu (sem acento) é uma espécie de camarão. A regra gramatical diz que palavra oxítona, precedida de consoante, terminada em 'u' não é acentuada. Logo caju, peru, tatu, chuchu etc. não recebem acento.
   Sim, o nome daquela famosa pinga (PITÚ) leva acento, mas nós não temos nada a ver com isso.
   O correto é PITU.
Exemplo:
   No Nordeste se pesca muito pitu.





  

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

SALOMÃO E A FORMIGA AMOROSA


  

     Conta-se que, um dia, o grande rei Salomão passeava por um lugar retirado, quando passou diante de um formigueiro. Imediatamente todas as formigas vieram aos milhares cumprimentá-lo e asseguram a sua submissão.
    Entretanto, uma delas o ignorou, porque estava ocupada em transportar, grão por grão um enorme monte de areia que estava em seu caminho.
     Espantado com o que via, Salomão mandou chamá-la e lhe disse:
     _ Ó pequena formiga, você jamais vai conseguir fazer essa montanha de areia desaparecer. Esse encargo que você assumiu não está à altura de suas forças.
     A formiga fez uma reverência, mas retrucou:
     _ Ó grande rei, não se deixe impressionar pelo meu tamanho. Só a minha paixão e meu amor é que contam. Uma formiga me fez cair na armadilha de seu encanto e depois foi embora, dizendo-me: "Se você remover esse monte de areia, farei desaparecer o obstáculo que nos separa". Assim vou me dedicar a essa tarefa até o meu último suspiro. E se eu tiver de perder a vida, morrerei ao menos na esperança de juntar-me a ela. Ó rei, aprenda de uma miserável formiga o que é a força do amor, aprenda de um cego o segredo da visão...
                                            
                                    Segundo uma parábola do poeta persa ATTAR (1150-1220)

     Somos todos parecidos com essa formiga, tão miseráveis, tão minúsculos. Mas se formos animados por um grande propósito, por um belo ideal ou por um grande amor, podemos remover montanhas.
     Esta parábola parece acrescentar que o importante não é o fim, mas a esperança, a aspiração (seja ela política, amorosa, artística ou divina).
     Qual é a sua inspiração?
     Que montanha você gostaria de remover?
     Já começou?

                                                                 Do livro: Fábulas Filosóficas













sábado, 17 de setembro de 2011

FEIRA DE SANTANA: 178 ANOS DE EMANCIPAÇÃO



SALVE TERRA, FORMOSA E BENDITA
PARAÍSO COM NOME DE FEIRA

   Feira de Santana, como qualquer outra cidade, tem gritantes problemas. Apesar de ter passado para a categoria de metrópole, notamos ainda inúmeras falhas em vários setores, mas não conheço nem nunca ouvi falar de uma cidade tão acolhedora como essa.
   Nascida em Ipiaú, Cheguei  a essa terra quando tinha doze anos. Aqui conheci meu amor, casei com um filho daqui, constituí família, concluí meus estudos e exerço minha profissão.
   Sou apenas mas uma forasteira, entre tantos outros habitantes, que presenciou o seu rápido crescimento.
   Se for fazer uma estatística, a maioria dos habitantes é de outras cidades porém todos elegeram-na como sua terra natal.
   Terra boa de viver, próspera e altaneira.
PARABÉNS, FERA DE SANTANA!   

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A PALAVRA


  
 Um dia, um pescador que veio estender sua rede na praia, encontrou um crãnio seco na areia. Querendo brincar, dirigiu-se ao crânio e perguntou:
   - Diga uma coisa, Crânio, quem trouxe você até aqui?
   Qual não foi sua surpresa, quando ouviu o crânio responder:
   - A palavra!
   Imediatamente, o pescador correu até a aldeia, entrou na casa do seu rei e contou o acontecido.
   - Um crânio que fala! - exclamou o rei. - Você tem certeza do que está me contando?
   - Tanta certeza como a de estar diante do senhor e falar com o senhor.
   - Cuidao, homem - disse-lhe o rei. Se você me contou uma besteira, ai de sua cabeça!
   E, em solene cortejo, ele foi até a praia para ver aquela varavilha.
   Quando chegaram diante do crânio, o homem repetiu com uma ponta de orgulho:
    - Diga aí, Crânio, quem lhe trouxe até aqui?
   Mas desta vez, nada! Silêncio! O crânio não respondeu.
   Então o rei puxou a sua espada e decapitou o pescador na hora. Depois, voltou para a aldeia com seu cortejo.
   Quando o rei foi embora o crânio se voltou para a cabeça recém-decepada e perguntou:
   - Agora, me diga quem lhe trouxe aqui para perto de mim?
   - A palavra - respondeu a cabeça, desiludida.
                                                   
                                                                               Conto africano
 DISCUTINDO O TEXTO:

   A satisfação de tagarelar leva, aqui, à decapitação.
   É claro que isso é um excesso. Entretanto, como em todos os contos, é preciso que ele trnsmita uma mensagem simbólica destinada a nos chamar a atenção sobre o perigo de falar sem pensar.
Que lição você tira desta história?
Quando devemos falar, quando devemos ficar calados?

   Extraído do livro Fábulas Filosóficas

terça-feira, 13 de setembro de 2011

NÃO DIGA, JAMAIS ESCREVA!



HÁ ANOS ATRÁS
Errado
Eu nasci a dez mil anos atrás.
Raul Seixas, até poderia alegar que usou de uma licença poética para dar nome a sua famosa composição, mas em português a junção das palavras há e atrás em frases com a cinco dias atrás ou a poucas horas atrás é considerada uma redundância, ou seja, uma repetição desnecessária de uma ideia. Se alguém fez alguma coisa há dois anos, só poderia ser atrás. Você já viu alguém fazer alguma coisa há dois anos à frente?
Certo
Eu nasci há dez mil anos.
Eu nasci dez mil anos atrás.
PLANOS PARA O FUTURO
Errado
Tenho muitos planos para o futuro.
Planos são sempre para o futuro.
Ninguém tem planos para o passado, portanto, é completamente desnecessário dizer que você possui um plano para o futuro.
Certo
Tenho muitos planos.
Farei outros planos.
SURPRESA INESPERADA
Errado
Foi uma surpresa inesperada ganhar tantos presentes de aniversário.
Trata-se de uma redundância.
Se você esperasse  ganhar tantos presentes não seria uma surpresa, correto?
Não existe surpresa inesperada. Ser inesperada é uma característica de qualquer surpresa. Portanto, dispense tal combinação.
Certo
foi uma surpresa ganhar tantos presentes de aniversário.
Foi inesperado ganhar tantos presentes de aniversário. 
VIÚVA DO FALECIDO
Errado
Fui visitar a viúva do falecido Jorge.
Mais uma coisa de repetição desnecessária de uma mesma ideia. Não existe viúva ou viúvo de uma pessoa viva.
Se alguém é viúvo com certeza é de uma pessoa falecida.
Certo
Fui visitar a viúva de Jorge.
FAZEM DEZ ANOS
Errado
Fazem dez anos que eu espero por você.
A saudade pode ser enorme mas usar o verbo no plural não vai ajudar a diminuí-la. Em frases que expressam noção de tempo (anos, dias meses etc.) o verbo “fazer” é impessoal, ou seja, não possui sujeito, apresenta a mesma forma  no singular e no plural. Não importa que você esteja falando de um fato que aconteceu há 1 ano ou há 20 anos, usa-se sempre o verbo fazer no singular ( faz um ano, faz dois anos, faz 400 anos).
Certo
Faz dez anos que eu espero por você.

sábado, 20 de agosto de 2011

Variação Linguística

    Recebi este texto da minha colega Evileide como sugestão para indrotuzirmos Variação Linguística. há uma identificação muito grande com o nosso falar, nossa cultura nordestina.

Há diferenciação
Porque cada região
Tem seu jeito de falar
O Nordeste é excelente

Tem um jeito diferente
Que a outro não se iguala
Alguém chato é Abusado
Se quebrou, Tá Enguiçado
É assim que a gente fala


Uma ferida é Pereba
Homem alto é Galalau
Ou então é Varapau
Coisa inferior é Peba
Cisco no olho é Argueiro
O sovina é Pirangueiro

Enguiçar é Dar o Prego
Fofoca aqui é Fuxico
Desistir, Pedir Penico
Lugar longe é Caixa Prego


Ladainha é Lengalenga
E um estouro é Pipoco
Botão de rádio é Pitoco
E confusão é Arenga

Fantasma é Alma Penada
Uma conversa fiada
Por aqui é Leriado
Palavrão é Nome Feio
Agonia é Aperreio
E metido é Amostrado


O nosso palavreado
Não se pode ignorar
Pois ele é peculiar
É bonito, é Arretado

E é nosso dialeto
Sendo assim, está correto
Dizer que esperma é Gala
É feio pra muita gente
Mas não é incoerente
É assim que a gente fala


Você pode estranhar
Mas ele não tem defeito
Aqui bombom é Confeito
Rir de alguém é Mangar
Mexer em algo é Bulir
Paquerar é Se Enxerir
E correr é Dar Carreira
Qualquer coisa torta é Troncha
Marca de pancada é Roncha
E a caxumba é Papeira


Longe é o Fim do Mundo
E garganta aqui é Goela
Veja que a língua é bela

E nessa língua eu vou fundo
Tentar muito é Pelejar
Apertar é Acochar
Homem rico é Estribado
Se for muito parecido
Diz-se Cagado e Cuspido
E uma fofoca é Babado


Desconfiado é Cabreiro
Travessura é Presepada
Uma cuspida é Goipada
Frente da casa é Terreiro

Dar volta é Arrudiar
Confessar, Desembuchar
Quem trai alguém, Apunhala
Distraído é Aluado
Quem está mal, Tá Lascado
É assim que a gente fala


Aqui, valer é Vogar
E quem não paga é Xexeiro
Quem dá furo é Fuleiro
E parir é Descansar
Um rastro é Pisunhada
A buchuda é Amojada

O pão-duro é Amarrado
Verme no bucho é Lombriga
Com raiva Tá Com a Bixiga
E com medo é Acuado


Tocar de leve é Triscar
O último é Derradeiro
E para trocar dinheiro
Nós falamos Destrocar
Tudo que é bom é Massa
O Policial é Praça
Pessoa esperta é Danada

Vitamina dá Sustança
A barriga aqui é Pança
E porrada é Cipoada


Alguém sortudo é Cagado
Capotagem é Cangapé
O mendigo é Esmolé
Quem tem pressa é Avexado
Sandália é Alpercata
A correia, Arriata
Sem ter filho é Gala Rala
O cascudo é Cocorote

E o folgado é Folote
É assim que a gente fala


Perdeu a cor é Bufento
Se alguém dá liberdade
Pra entrar na intimidade
Dizemos Dar Cabimento
Varrer aqui é Barrer
Se a calcinha aparecer
Mostra a Polpa da Bunda
Mulher feia é Canhão
Neco é para negação
Nas costas, é na Cacunda


Palhaçada é Marmota
Tá doido é Tá Variando
Mas a gente conversando
Fala assim e nem nota
Cabra chato é Cabuloso
Insistente é Pegajoso

Remédio aqui é Meisinha
Chateado é Emburrado
E quando tá Invocado
Dizemos Tá Com a Murrinha


Não concordo, é Pois Sim
Estou às ordens, Pois Não
Beco do lado é Oitão
A corrente é Trancilim

Ou Volta, sem o pingente
Uma surpresa é, Oxente!
Quem abre o olho Arregala
Vou Chegando, é pra sair
Torcer o pé, Desmintir
É assim que a gente fala


A cachaça é Meropéia
Tá triste é Acabrunhado
O bobo é Apombalhado
Sem qualidade é Borréia
A árvore é Pé de Pau

Caprichar é Dar o Grau
Mercado é Venda ou Bodega
Quem olha tá Espiando
Ou então, Tá Curiando
E quem namora Chumbrega


Coceira na pele é Xanha
E molho de carne é Graxa
Uma pelada é um Racha
Onde se perde ou se ganha
Defecar se chama Obrar
Ou simplesmente Cagar
Sem juízo é Abilolado
Ou tem o Miolo Mole
Sanfona também é Fole
E com raiva é Infezado


Estilingue é Balieira
Prostituta se diz Quenga
Cabra medroso é Molenga
O baba-ovo é Chaleira
Opinar é Dar Pitaco
Axila é Suvaco
Se o cabra for mau, é Mala
Atrás da nuca é Cangote
Adolescente é Frangote
É assim que a gente fala


Lugar longe aqui é Brenha
Conversa besta, Arisia
Venha, ande, é Avia
Fofoca é também Resenha
O dado aqui é Bozó
Um grande amor é Xodó
Demorar muito é Custar
De pernas tortas é Zambeta
Morre, Bate a Caçuleta
Ficar cheirando é Fungar


A clavícula aqui é Pá
Um mal-estar é Gastura
Um vento bom é Frescura
Ali, se diz, Acolá
Um sujeito inteligente
Muito feio ou valente
É o Cão Chupando Manga
Um companheiro é Pareia
Depende é Aí Vareia
Tic nervoso é Munganga


Colar prova é Filar
Brigar é Sair no Braço
Lombo se diz Espinhaço
Matar aula é Gazear
Quem fala alto ou grita
Pra gente aqui é Gasguita
Quem faz pacote, Embala
Enrugado é Ingilhado
Com dor no corpo, Engembrado
É assim que a gente fala


O afago é Alisado
Um monte de gente é Ruma
Quer saber como, diz Cuma
E bicho gordo é Cevado
A calça curta é Coronha
Sujeito leso é pamonha
Manha aqui é Pantim
Coisa velha é Cacareco
O copo aqui é Caneco

E coisa pouca é Tiquim

Mulher desqualificada
Chamamos de Lambisgóia
Tudo que sobra é de Bóia
E muita gente é Cambada
O nariz aqui é Venta
A polenta é Quarenta
Mandar correr é Acunha
Azar se chama Quizila
A bola de gude é Bila
Sofrer de amor, Roer Unha


Aprendi desde pivete
Que homem franzino é Xôxo
O cara medroso é Frouxo
E comprimido é Cachete
Olho sujo tem Remela
Quem não tem dente é Banguela
Quem fala muito e não cala
Aqui se chama Matraca
Cheiro de suor, Inhaca
É assim que a gente fala


Pra dizer ponto final
A gente só diz: E Priu
Pra chamar é Dando Siu
Sem falar, Fica de Mal
Separar é Apartá
Desviar é Ataiá
E pra desmentir é Nego
Se estiver desnorteado
Aqui se diz Ariado
E complicado é Nó Cego


Coisa fácil é Fichinha

Dose de cana é Lapada
Empurrar é Dar Peitada
E o banheiro é Casinha
Tudo pequeno é Cotoco
Vigi! Quer dizer, por pouco
Desde o tempo da senzala
Nessa terra nordestina
Seu menino, essa menina,
É assim que a gente fala


Janderson Araújo de Oliveira