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domingo, 25 de outubro de 2009

LITERATURA DE CORDEL


O CORDEL

Quem diz?
O cordelista, que em geral reelabora histórias fantásticas ou reais (até mesmo fatos cotidianos e políticos) que ouviu ou testemunhou, acrescentando sua própria contribuição: seu jeito de contar, suas experiências e sua cultura.
O que diz?
Há cordéis sobre fatos históricos, sobre lendas, sobre aventuras pessoais ou coletivas – a imigração, por exemplo, é um tema muito comum -, sobre histórias de amor, sobre temas religiosos, sobre acontecimentos políticos importantes etc.
Como diz?
Geralmente o cordel é produzido em sextilhas – estrofes com seis versos – ou quadras – estrofes com quatro versos. Os folhetos em que são publicados os poemas têm 8, 14 ou l6 páginas. O nome cordel se origina da forma como os folhetos são expostos à venda: pendurados em cordéis (cordas finas, barbantes).
Por que diz?
A literatura de cordel é típica do Nordeste brasileiro. Além de contar histórias, esses poemas às vezes fazem uma bem-humorada crítica social. E, até algum tempo atrás, em algumas regiões onde não havia jornal, rádio, telefone ou TV, os folhetos vendidos pelos cordelistas eram a única forma de as pessoas ficarem sabendo de certas notícias.
Para quem diz?
O cordel é produzido para ser declamado. O poeta “canta” seus versos em uma feira, com o objetivo de vender o folheto em que estão impressos.


A doença do rico é a saúde do pobre
Jota Rodrigues

Ou senhora Aparecida
Santa padroeira nodre
Abençoai este livro
Que minha pena descobre
Sobre a doença do rico
Ou a saúde do pobre

A vinte e três de setembro
Linha manhã domingueira
O poeta Zé Rodrigues
Vendendo cordel na feira
Teve atenção despertada
Com uma visita hospitaleira

Era o douto Hézio Cordeiro
Com um outro médico ao seu lado
E uma senhora distinta
Com os anéis de doutorado
E os três procurava xilos
Grande em canudo enrolado

E não tendo a xilogravura
Que o dotô Hézio pedia
Zé Rodrigues prometeu
Que de São Paulo trazia
Sem prazo estipulado
podendo ser qualquer dia

E na noite de São Cristóvão
Numa palestra sadia
Muito respeitosamente
O doutor Hézio pedia
Que Zé Rodrigue escrevesse
Dois livros com primazia

E com muito zelo e carinho
Escrevo este primeiro
Ilustro o pobre e o rico
Por sorriso e desespero
E ofereço aos meu leitores
E ao doutor Hézio Cordeiro

Neste verso começamos
A pequena discrição
Quando eu na maternidade
Fui visitar dois pagão
Um era filho de um rico
E o outro de um pobretão

O filho do rico estav
Com manta e enxoval bordado
Trancelim de ouro fino
Sapatinhos prateado
Num berço chique e elegante
E seis enfermeiras de lado

O filho do pobre estava
Numa grade de madeira
Sem manto e enxoval
Sem sapato ou enfermeira
Sem bico e sem trancelim
Na mais profunda berreira

Chegando o médico parteiro
Deu alta às duas mulher
A mulher do rico foi
Pra São Francisco Xavier
E a mulher do pobre foi
Pra favela do Jacaré

Chegou a mulher do rico
Na sua rica mansão
E depressa duas babá
Correro para o portão
Pra receber o garoto
Filho do rico patrão

O menino pobre tem
Mingau de fubá cozido
Sem leite tôd ou aveia
Aguado e sempre dormido
E até sem leite materno
Que o da mamãe foi sumido

O filho rico tem berço
Pijaminha e mosquiteiro
Tem ar condicionado
pra soprale o dia inteiro
Não panha sol nem sereno
Nem brinca pelos terreiro

E na casa da mulher rica
As coisas muda de tom
Tem leite materno forte
Aveia e ninho do bom
Tem canjinha de legume
Tem tôd e leite elêdon

O menino pobre tem
Shortinho e cueiro rasgado
Sem pijama ou mosquiteiro
Nem ar condicionado
Por berço tem o chão frio
E coberta é saco emendado

Cria-se o menino rico
Com maiores regalia
Não toma banho na chuva
Não pisa em terra fria
Não pode apanhar poeira
Porque sofre de elegia

Cria se o menino pobre
Dormindo pelas calçada
Tomando banho na poeira
E nas valas enlamaçada
Papando barro e tijolo
E a barriga toda inchada

Aos vinte anos de idade
O menino rico é rapaz
E pra conservar a saúde
As previdências é demais
Não bebe água de poço
E pisar descalço jamais

Enquanto o menino pobre
Já tem os pés calejado
Pisando em caco de vidro
Pregos ou arame enfarpado
Bebe água até de vala
E tem saúde e é corado

O menino pobre anda
Descalço sujo e rasgado
Panha chuva noite inteira
Passa um sufoco danado
E não sente dor nem canseira
Pois já tem o lombo curado.

Se o rico apanha uma chuva
Sofre o maior desmantelo
Dói ouvido, dói garganta
Dói cabeça e cotovelo
Tem febre e um suor frio
Em cada fio de cabelo

O pobre dorme em chão frio
Nas gigantes construção
Panha chuva noite e dia
Entre relâmpago e trovão
Faz pernoite nas calçada
E tem saúde de um leão

Se o rico pega uma gripe
E solta um espirro forte
Recolhe-se ao seu leito
Se maldizendo da sorte
Consulta com o médico e diz
Que esta na hora da morte

O rico quase todo dia
Mede a sua pressão
Vai ao cardiologista
Examina o coração
Mas qualquer dor de barriga
O tira de circulação

O pobre já nem si lembra
Da barriga ou coração
Suas massage é nos trens
De Japeri ou Barao
E sua cardiologia
É os chute na condução

O rico sem fazer nada
Sente dor, sente cansaço
Sente moleza no corpo
Sente fraqueza nos braço
Sente desânimo e preguiça
Sente-se em si um fracasso

O pobre não sente nada
Pois o seu tempo não dá
Para preguiça ou cansaço
Em seu corpo penetrar
Tão grande é seu sofrimento
Que isto não o faz abalar

Um rico encontra com outro
E vai logo perguntando
Como vamos de saúde
E responde o outro chorando
Estou com uma dor de cabeça
E a morte esta me chamando

Um pobre encontra com outro
Morrendo a fome e doente
Já pergunta como vai
O outro responde soridente
Sou cheio de vida e saúde
Esconde as dores que sente

Resumo neste livrinho
O tratado verdadeiro
Dos males do rico e o pobre
Reconhecendo o primeiro
Ilustríssimo doutor
Grande homem que me inspire
O nobre Hézio Cordeiro

O livro está terminado
Levem um pra me ajudar
Isto servirá de exemplo
Veja o luxo o que é que dá
Eu sou um pobre também
Rolo no chão e nada vem
A minha saúde abalar

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

FELIZ DIA DO PROFESSOR



O VALOR DE SER EDUCADOR
Ser transmissor de verdades,
De inverdades...
Ser cultivador de amor,
De amizades.
Ser convicto de acertos,
De erros.
Ser construtor de seres,
De vidas.
Ser edificador.
Movido por impulsos, por razão, por emoção.
De sentimentos profundos,
Que carrega no peito o orgulho de educar.
Que armazena o conhecer,
Que guarda no coração, o pesar
De valores essenciais
Para a felicidade dos “seus”.
Ser conquistador de almas.
Ser lutador,
Que enfrenta agruras,
Mas prossegue, vai adiante realizando sonhos,
Buscando se auto-realizar,
Atingir sua plenitude humana.
Possuidor de potencialidades.
Da fraqueza, sempre surge a força
Fazendo-o guerreiro.
Ser de incalculável sabedoria,
Pois “o valor da sabedoria é melhor que o de rubis”.
É...
Esse é o valor de ser educador.

terça-feira, 6 de outubro de 2009


06/10/2009 - 14h28

Prova Brasil é adiada; exame será aplicado em novembro

Da Redação*
Em São Paulo

A data de realização da Prova Brasil, prevista inicialmente para o período de 19 a 30 deste mês, foi alterada para o período entre 9 e 27 de novembro. Todas as escolas públicas localizadas em áreas urbanas, com mais de 20 alunos em cada série, serão avaliadas.
•MEC ainda avalia possível adiamento da Prova Brasil
O exame mede o desempenho em língua portuguesa e matemática de estudantes da quarta e da oitava séries (quinto e nono anos) de escolas públicas. Com os resultados, é possível obter um diagnóstico da situação nacional e regional da educação no país. Os dados são utilizados para calcular o Ideb (Índice de desenvolvimento da educação básica) e melhorar a qualidade do ensino.

A prova é organizada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) desde 2005, em parceria com as redes estaduais e municipais de educação. Como todos os alunos das turmas avaliadas fazem a prova, pode-se medir o desempenho por escola e por município.
*Com informações do Ministério da Educação.



sábado, 3 de outubro de 2009

Produções dos alunos da 5a. série





Algumas poesias produzidas pelos alunos da professora Neinha.

O livrinho ficou maravilhoso.
Parabéns!

Feira: A mais bela da Bahia
Feira de Santana
A cidade mais bela da Bahia
Parabéns pelo seu dia
Cidade maravilhosa
Cidade que todos vivem bem
Cidade que vemos os pássaros cantar
Com lugares lindos para conhecer
Uma cidade que vive a crescer.

Amanda da Fonseca Ribeiro
5ª Série 01 – Matutino


Feira


Feira, Feira minha
Quando eu penso em você
De nada mais quero saber
Oh Feira de Santana
Tu és a cidade mais especial
Não existe outra igual
Feira sem você
Eu não sou nada
Mas com você
Eu só tenho prazer
Oh Feira amada
Quando eu penso em você
Sei que vou crescer



Ana Kalolayne V. de Jesus
5ª Série 02 – Matutino



Feira de Santana
Feira de Santana é a princesa do sertão
Por isso guardo ela no meu coração
Feira de Santana é a nossa região
Por isso todos nós a temos no coração

Feira de Santana é meu amor
Feira de Santana é minha paixão
Por isso eu a guardo dentro do meu coração

Com A escrevo amor
Com P escrevo paixão
Com F escrevo Feira de Santana
Que mora no meu coração



Feira de Santana é um jardim
Feira de Santana é uma flor
Por isso a temos com muito amor



Feira de Santana é minha vida
Por isso eu gosto muito dela
Cidade querida.

Andreza Moreira dos Santos
5ª Série 01 – Matutino








Queridos alunos

A vocês queridos alunos
Que tanto eu acreditei
Em escrever lindas poesias

Era o que tanto sonhei


Começaram devagarzinho
Um pouco desconfiados
Mas logo foi surgindo
Palavras de todo lado.

Muitas simplesinhas
Outras bem elaboradas
Não faltou incentivo
Para que fossem editadas.


Arruma dali, arruma daqui
Troca palavras que não combinam
Logo foi formando
Poesias com lindas rimas.


Agora que concluímos
Quero lhes dar os parabéns
Vocês são “pequenos poetas”
Estou muito feliz também.

Pró Neinha Santiago