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segunda-feira, 23 de maio de 2011

VARIAÇOES LINGUÌSTICAS



        REFORMA ORTOGRÁFICA
 
 
       Eis aqui um programa de cinco anos para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica (além dos ignorantes, também vai servir pra aqueles que escrevem aquela língua horrível da internet...).Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas, afinal, o português é difícil demais mesmo.
      Para não assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos tudo de forma gradual.
     No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S" e o "C" sibilantes, e o "Z" o "S" suave. Peçoas que açeçam a internet com freqüênçia vão adorar, prinçipalmente os adoleçentes.
     O "C" duro e o "QU" em que o "U" não é pronunçiado çerão trokados pelo "K", já ke o çom é ekivalente.
     Iço deve akabar kom a konfuzão, e os teklados de komputador terão uma tekla a menos, olha çó ke koiza prátika e ekonômika.
     Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko "H" mudo e todos os acentos, inkluzive o til, seraum eliminados.
      O "CH" çera çimplifikado para "X" e o "LH" pra "LI" ke da no mesmo e e mais façil.
      Iço fara kom ke palavras como "onra" fikem 20% mais kurtas e akabara kom o problema de çaber komo çe eskreve xuxu, xa e xatiçe.
     Da mesma forma, o "G" ço çera uzado kuando o çom for komo em "gordo", e çem o "U" porke naum çera preçizo, ja ke kuando o çom for igual ao de "G" em "tigela", uza-çe o "J" pra façilitar ainda mais a vida da jente.
     No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas serão poçiveis.
     O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando kom teror de soletrar. Alem diço, todos konkordaum ke os çinais de pontuaçaum komo virgulas doispontos aspas e traveçaum tambem çaum difíçeis de uzar e preçizam kair e olia falando çerio já vaum tarde.
      No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais faciu.
     Os karioka talvez naum gostem de akabar com os plurau porke eles gosta de eskrever xxx nos finau das palavra mas vaum akabar entendendo.
     Os paulista vaum adorar. Os goiano vaum kerer aproveitar pra akabar com o D nos jerundio mas ai tambem ja e eskuliambaçaum.
      No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e enjenhero e de uzar O ou E em palavra ke todo mundo pronunçia como U ou I, i ai im vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio çertu ?
      Os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum kontinuam pra jente çabe kuandu algem ta fazendu uma pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti e o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.
     Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti todu mundu no Braziu vai çabe iskreve direitu, ate us jornalista, us publiçitario, us adivogado, ate us pulitiko i u prezidenti ! Olia ço ki maravilia.
 
A autora é Cynthia Feitosa e foi publicado originalmente no blog CynCity.
 
 
Em época de tanta polêmica em torno do livro didático adotado pelo MEC, não poderia deixar de postar esse texto que abre discussão sobre a diversidade de variedades orais no Brasil.
É preciso afastar quaisquer preconceito que existam em relação aos diversos falares brasileiros uma vez que essa diversidade constitui uma riqueza da língua e trz um sabor diferente às palavras.
                                                     Célia Portugal

CARICATURA

Caricatura é um desenho de um personagem da vida real, tal como políticos e artistas. Porém, a caricatura enfatiza e exagera as características da pessoa de uma forma humorística, assim como em algumas circunstâncias acentua gestos, vícios e hábitos particulares em cada indivíduo.
Historicamente a palavra caricatura vem do italiano caricare (carregar, no sentido de exagerar, aumentar algo em proporção).
A caricatura é a mãe do expressionismo, onde o artista desvenda as impressões que a índole e a alma deixaram na face da pessoa.
A distorção e o uso de poucos traços são comuns na caricatura. Diz-se que uma boa caricatura pode ainda captar aspectos da personalidade de uma pessoa através do jogo com as formas. É comum sua utilização nas sátiras políticas; às vezes, esse termo pode ainda ser usado como sinônimo de grotesco (a imaginação do artista é priorizada em relação aos aspectos naturais) ou burlesco.
No Brasil, Raul Pederneiras (Raul), Calixto Cordeiro (K. Lixto) e J. Carlos são nomes que surgem dentre os primeiros artistas exclusivamente caricaturistas. Destacam-se também Nair de Tefé, a primeira mulher caricaturista do mundo, Henrique Fleiuss, Max Yantok, Millôr Fernandes, Lan, Chico Caruso, Cássio Loredano, Angelo Agostini, Cláudio Paiva, Angeli, Glauco Villas-Boas, Laerte, Ziraldo, Jaguar e Henfil, entre outros.



Fontes: Wikipédia e imagens da web

A CHARGE E O CARTUM

     Charge e cartum são desenhos humorísticos relativamente pequenos, sintéticos, que costuma ser publicados na imprensa.
     Charge é uma palavra de origem francesa que significa carga, exagero ou mesmo ataque, o que já revela seu caráter agressivo. Ela costuma satirizar um fato ou personagem específica, fazendo usualmente uma crítica de cunho político a respeito de um assunto de conhecimento público.
     Já o cartum é um desenho de cunho anedótico, acompanhado ou não de palavras, que trata de temas mais amplos. Costuma representar pessoas genéricas e não personalidades reais ou específicas.
     Dizem os estudiosos que o cartum é mais universal e atemporal que a charge e menos vinculado à situação sociopolítica do desenhista.
     Portanto, a charge tende a ser mais política e mais localizada. Ela se vincula tematicamente aos fatos mais imediatos e às pessoas importantes em determinadas épocas e locais. Por isso, ela também envelhece muito mais rápido que o cartum, pois o pretexto político e as figuras apresentadas são substituídas por novos a cada dia.
Em síntese: o cartum é uma forma, crítica e bem-homorada, de apresentar fatos do dia-a-dia, sem fazer referência específica às pessoas. No cartum são apresentados tipos representantes de classes sociais, políticos etc. Já a charge é um tipo especial de cartum. ela também apresenta a crítica de forma humorística, mas diferentemente do cartum, permite que se identifique as personagens nela retratadas por meio das características físicas que apresentam. Essas características são quase sempre exgeradas.