sábado, 17 de setembro de 2011

FEIRA DE SANTANA: 178 ANOS DE EMANCIPAÇÃO



SALVE TERRA, FORMOSA E BENDITA
PARAÍSO COM NOME DE FEIRA

   Feira de Santana, como qualquer outra cidade, tem gritantes problemas. Apesar de ter passado para a categoria de metrópole, notamos ainda inúmeras falhas em vários setores, mas não conheço nem nunca ouvi falar de uma cidade tão acolhedora como essa.
   Nascida em Ipiaú, Cheguei  a essa terra quando tinha doze anos. Aqui conheci meu amor, casei com um filho daqui, constituí família, concluí meus estudos e exerço minha profissão.
   Sou apenas mas uma forasteira, entre tantos outros habitantes, que presenciou o seu rápido crescimento.
   Se for fazer uma estatística, a maioria dos habitantes é de outras cidades porém todos elegeram-na como sua terra natal.
   Terra boa de viver, próspera e altaneira.
PARABÉNS, FERA DE SANTANA!   

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A PALAVRA


  
 Um dia, um pescador que veio estender sua rede na praia, encontrou um crãnio seco na areia. Querendo brincar, dirigiu-se ao crânio e perguntou:
   - Diga uma coisa, Crânio, quem trouxe você até aqui?
   Qual não foi sua surpresa, quando ouviu o crânio responder:
   - A palavra!
   Imediatamente, o pescador correu até a aldeia, entrou na casa do seu rei e contou o acontecido.
   - Um crânio que fala! - exclamou o rei. - Você tem certeza do que está me contando?
   - Tanta certeza como a de estar diante do senhor e falar com o senhor.
   - Cuidao, homem - disse-lhe o rei. Se você me contou uma besteira, ai de sua cabeça!
   E, em solene cortejo, ele foi até a praia para ver aquela varavilha.
   Quando chegaram diante do crânio, o homem repetiu com uma ponta de orgulho:
    - Diga aí, Crânio, quem lhe trouxe até aqui?
   Mas desta vez, nada! Silêncio! O crânio não respondeu.
   Então o rei puxou a sua espada e decapitou o pescador na hora. Depois, voltou para a aldeia com seu cortejo.
   Quando o rei foi embora o crânio se voltou para a cabeça recém-decepada e perguntou:
   - Agora, me diga quem lhe trouxe aqui para perto de mim?
   - A palavra - respondeu a cabeça, desiludida.
                                                   
                                                                               Conto africano
 DISCUTINDO O TEXTO:

   A satisfação de tagarelar leva, aqui, à decapitação.
   É claro que isso é um excesso. Entretanto, como em todos os contos, é preciso que ele trnsmita uma mensagem simbólica destinada a nos chamar a atenção sobre o perigo de falar sem pensar.
Que lição você tira desta história?
Quando devemos falar, quando devemos ficar calados?

   Extraído do livro Fábulas Filosóficas

terça-feira, 13 de setembro de 2011

NÃO DIGA, JAMAIS ESCREVA!



HÁ ANOS ATRÁS
Errado
Eu nasci a dez mil anos atrás.
Raul Seixas, até poderia alegar que usou de uma licença poética para dar nome a sua famosa composição, mas em português a junção das palavras há e atrás em frases com a cinco dias atrás ou a poucas horas atrás é considerada uma redundância, ou seja, uma repetição desnecessária de uma ideia. Se alguém fez alguma coisa há dois anos, só poderia ser atrás. Você já viu alguém fazer alguma coisa há dois anos à frente?
Certo
Eu nasci há dez mil anos.
Eu nasci dez mil anos atrás.
PLANOS PARA O FUTURO
Errado
Tenho muitos planos para o futuro.
Planos são sempre para o futuro.
Ninguém tem planos para o passado, portanto, é completamente desnecessário dizer que você possui um plano para o futuro.
Certo
Tenho muitos planos.
Farei outros planos.
SURPRESA INESPERADA
Errado
Foi uma surpresa inesperada ganhar tantos presentes de aniversário.
Trata-se de uma redundância.
Se você esperasse  ganhar tantos presentes não seria uma surpresa, correto?
Não existe surpresa inesperada. Ser inesperada é uma característica de qualquer surpresa. Portanto, dispense tal combinação.
Certo
foi uma surpresa ganhar tantos presentes de aniversário.
Foi inesperado ganhar tantos presentes de aniversário. 
VIÚVA DO FALECIDO
Errado
Fui visitar a viúva do falecido Jorge.
Mais uma coisa de repetição desnecessária de uma mesma ideia. Não existe viúva ou viúvo de uma pessoa viva.
Se alguém é viúvo com certeza é de uma pessoa falecida.
Certo
Fui visitar a viúva de Jorge.
FAZEM DEZ ANOS
Errado
Fazem dez anos que eu espero por você.
A saudade pode ser enorme mas usar o verbo no plural não vai ajudar a diminuí-la. Em frases que expressam noção de tempo (anos, dias meses etc.) o verbo “fazer” é impessoal, ou seja, não possui sujeito, apresenta a mesma forma  no singular e no plural. Não importa que você esteja falando de um fato que aconteceu há 1 ano ou há 20 anos, usa-se sempre o verbo fazer no singular ( faz um ano, faz dois anos, faz 400 anos).
Certo
Faz dez anos que eu espero por você.

sábado, 20 de agosto de 2011

Variação Linguística

    Recebi este texto da minha colega Evileide como sugestão para indrotuzirmos Variação Linguística. há uma identificação muito grande com o nosso falar, nossa cultura nordestina.

Há diferenciação
Porque cada região
Tem seu jeito de falar
O Nordeste é excelente

Tem um jeito diferente
Que a outro não se iguala
Alguém chato é Abusado
Se quebrou, Tá Enguiçado
É assim que a gente fala


Uma ferida é Pereba
Homem alto é Galalau
Ou então é Varapau
Coisa inferior é Peba
Cisco no olho é Argueiro
O sovina é Pirangueiro

Enguiçar é Dar o Prego
Fofoca aqui é Fuxico
Desistir, Pedir Penico
Lugar longe é Caixa Prego


Ladainha é Lengalenga
E um estouro é Pipoco
Botão de rádio é Pitoco
E confusão é Arenga

Fantasma é Alma Penada
Uma conversa fiada
Por aqui é Leriado
Palavrão é Nome Feio
Agonia é Aperreio
E metido é Amostrado


O nosso palavreado
Não se pode ignorar
Pois ele é peculiar
É bonito, é Arretado

E é nosso dialeto
Sendo assim, está correto
Dizer que esperma é Gala
É feio pra muita gente
Mas não é incoerente
É assim que a gente fala


Você pode estranhar
Mas ele não tem defeito
Aqui bombom é Confeito
Rir de alguém é Mangar
Mexer em algo é Bulir
Paquerar é Se Enxerir
E correr é Dar Carreira
Qualquer coisa torta é Troncha
Marca de pancada é Roncha
E a caxumba é Papeira


Longe é o Fim do Mundo
E garganta aqui é Goela
Veja que a língua é bela

E nessa língua eu vou fundo
Tentar muito é Pelejar
Apertar é Acochar
Homem rico é Estribado
Se for muito parecido
Diz-se Cagado e Cuspido
E uma fofoca é Babado


Desconfiado é Cabreiro
Travessura é Presepada
Uma cuspida é Goipada
Frente da casa é Terreiro

Dar volta é Arrudiar
Confessar, Desembuchar
Quem trai alguém, Apunhala
Distraído é Aluado
Quem está mal, Tá Lascado
É assim que a gente fala


Aqui, valer é Vogar
E quem não paga é Xexeiro
Quem dá furo é Fuleiro
E parir é Descansar
Um rastro é Pisunhada
A buchuda é Amojada

O pão-duro é Amarrado
Verme no bucho é Lombriga
Com raiva Tá Com a Bixiga
E com medo é Acuado


Tocar de leve é Triscar
O último é Derradeiro
E para trocar dinheiro
Nós falamos Destrocar
Tudo que é bom é Massa
O Policial é Praça
Pessoa esperta é Danada

Vitamina dá Sustança
A barriga aqui é Pança
E porrada é Cipoada


Alguém sortudo é Cagado
Capotagem é Cangapé
O mendigo é Esmolé
Quem tem pressa é Avexado
Sandália é Alpercata
A correia, Arriata
Sem ter filho é Gala Rala
O cascudo é Cocorote

E o folgado é Folote
É assim que a gente fala


Perdeu a cor é Bufento
Se alguém dá liberdade
Pra entrar na intimidade
Dizemos Dar Cabimento
Varrer aqui é Barrer
Se a calcinha aparecer
Mostra a Polpa da Bunda
Mulher feia é Canhão
Neco é para negação
Nas costas, é na Cacunda


Palhaçada é Marmota
Tá doido é Tá Variando
Mas a gente conversando
Fala assim e nem nota
Cabra chato é Cabuloso
Insistente é Pegajoso

Remédio aqui é Meisinha
Chateado é Emburrado
E quando tá Invocado
Dizemos Tá Com a Murrinha


Não concordo, é Pois Sim
Estou às ordens, Pois Não
Beco do lado é Oitão
A corrente é Trancilim

Ou Volta, sem o pingente
Uma surpresa é, Oxente!
Quem abre o olho Arregala
Vou Chegando, é pra sair
Torcer o pé, Desmintir
É assim que a gente fala


A cachaça é Meropéia
Tá triste é Acabrunhado
O bobo é Apombalhado
Sem qualidade é Borréia
A árvore é Pé de Pau

Caprichar é Dar o Grau
Mercado é Venda ou Bodega
Quem olha tá Espiando
Ou então, Tá Curiando
E quem namora Chumbrega


Coceira na pele é Xanha
E molho de carne é Graxa
Uma pelada é um Racha
Onde se perde ou se ganha
Defecar se chama Obrar
Ou simplesmente Cagar
Sem juízo é Abilolado
Ou tem o Miolo Mole
Sanfona também é Fole
E com raiva é Infezado


Estilingue é Balieira
Prostituta se diz Quenga
Cabra medroso é Molenga
O baba-ovo é Chaleira
Opinar é Dar Pitaco
Axila é Suvaco
Se o cabra for mau, é Mala
Atrás da nuca é Cangote
Adolescente é Frangote
É assim que a gente fala


Lugar longe aqui é Brenha
Conversa besta, Arisia
Venha, ande, é Avia
Fofoca é também Resenha
O dado aqui é Bozó
Um grande amor é Xodó
Demorar muito é Custar
De pernas tortas é Zambeta
Morre, Bate a Caçuleta
Ficar cheirando é Fungar


A clavícula aqui é Pá
Um mal-estar é Gastura
Um vento bom é Frescura
Ali, se diz, Acolá
Um sujeito inteligente
Muito feio ou valente
É o Cão Chupando Manga
Um companheiro é Pareia
Depende é Aí Vareia
Tic nervoso é Munganga


Colar prova é Filar
Brigar é Sair no Braço
Lombo se diz Espinhaço
Matar aula é Gazear
Quem fala alto ou grita
Pra gente aqui é Gasguita
Quem faz pacote, Embala
Enrugado é Ingilhado
Com dor no corpo, Engembrado
É assim que a gente fala


O afago é Alisado
Um monte de gente é Ruma
Quer saber como, diz Cuma
E bicho gordo é Cevado
A calça curta é Coronha
Sujeito leso é pamonha
Manha aqui é Pantim
Coisa velha é Cacareco
O copo aqui é Caneco

E coisa pouca é Tiquim

Mulher desqualificada
Chamamos de Lambisgóia
Tudo que sobra é de Bóia
E muita gente é Cambada
O nariz aqui é Venta
A polenta é Quarenta
Mandar correr é Acunha
Azar se chama Quizila
A bola de gude é Bila
Sofrer de amor, Roer Unha


Aprendi desde pivete
Que homem franzino é Xôxo
O cara medroso é Frouxo
E comprimido é Cachete
Olho sujo tem Remela
Quem não tem dente é Banguela
Quem fala muito e não cala
Aqui se chama Matraca
Cheiro de suor, Inhaca
É assim que a gente fala


Pra dizer ponto final
A gente só diz: E Priu
Pra chamar é Dando Siu
Sem falar, Fica de Mal
Separar é Apartá
Desviar é Ataiá
E pra desmentir é Nego
Se estiver desnorteado
Aqui se diz Ariado
E complicado é Nó Cego


Coisa fácil é Fichinha

Dose de cana é Lapada
Empurrar é Dar Peitada
E o banheiro é Casinha
Tudo pequeno é Cotoco
Vigi! Quer dizer, por pouco
Desde o tempo da senzala
Nessa terra nordestina
Seu menino, essa menina,
É assim que a gente fala


Janderson Araújo de Oliveira

quinta-feira, 18 de agosto de 2011



Poemas produzidos pelos alunos do 8º ano matutino

A Fome

A fome é a miséria do mundo
Mas também é rica e profunda.
Motiva a prosperar e a crescer
E no trabalho amadurecer.

A fome, às vezes, é fingida
Num disfarce constrangido
Ela continua escondida.

A fome do pobre não dá
Para esconder ou sublimar
Tem raízes em todo lugar
Por causa da desigualdade social
Que há aqui e acolá.

Autora: Karine Cerqueira Souza

Fome

O que dizer, o que fazer
Contra essa fome
Que traz angústia e dor

Quando  sentimos fome por escolha
A qualquer hora podemos sanar
É só alguma coisa na barriga colocar

Quando a temos sem nenhuma opção
A única solução é o lixo revirar
E as sobras e detritos na barriga colocar

Muitos lixos do CEASA
G Barbosa ou feira livre
Em banquetes podem se transformar
E de uma vez com a fome acabar.

Autora: Karliany Machado

 A Fome

Fome! Tenho fome de amor
Porque ele supera tudo
Quem ama não sente dor.

Fome! Tenho fome de felicidade
Fome! Tenho fome de amizade

Fome! Tenho fome de tudo
Que possa me satisfazer
Pois em matéria de sentimentos
Tenho muito que aprender

Autora: Karoline Costa Vitório

A Fome

Todo mundo sente fome
Forte fraco ou doente
Todo mundo sente fome
Mesmo quando está contente.

Para matar essa fome
É fácil, preste atenção
Vale comer de tudo
Do biscoito ao feijão

Só não vale comer de mais
Para não ter indigestão
Mas isso acontecer
Você terá aprendido uma grande lição:
O olho é grande, a barriga, não.

Autora: Lailla Ramos de Souza

O que será?

Entre os restos a procurar
Nos detritos a se fartar
Será um cão? Acho que não.
Será o quê?

Com roupas sujas e rasgadas,
Em um monte de lixo tropeçava
E ao mesmo tempo chorava.
Será o quê?

Percebo uns olhos tristes
Parecia com muito apetite.
Nossa! Que horror!
É um homem com muita fome
Devorando tudo que no lixo aparecer

Nos olhos trazia a expressão
De toda a tristeza do seu coração.
Meu Deus! Como isso pode acontecer?

Autora: Maíra Barreto Lima

A Comida

Eu quero comer pra sobreviver
Eu quero comer pra poder dizer:
Eu tenho dignidade.
Eu tenho fome e você?
Eu tenho sede e você?
Não quero poluição
Eu quero é diversão
Não quero baixaria
Eu quero festa todo dia
Eu tenho sede de viver
Eu tenho fome de ser um SER
Eu quero sempre a verdade
Quero acabar com a maldade
E saciar a fome de liberdade.

Autora: Michele dos Santos Estrela

A fome e o lixo

No lixo da cidade começa a vida
Das pessoas que passam por necessidade

No lixo da cidade elas tiram o alimento
Que vai servir para sua sustentabilidade

No lixo da cidade muitas crianças vão nascer
Muitos jovens vão crescer e vão morrer

Essas pessoas sabem o que é fome de verdade
É a fome de comida e fome de dignidade.

Autora: Samara Monique


Mendigos

A história que vou contar
Preste muita atenção
Não é de bichos são de mendigos,
Pessoas que vivem no lixão.

Tudo que elas comem é porcaria
Detritos que acham na rua todo dia.


Elas não têm nada para sobreviver
Tudo que elas têm vem de esmolas
Que sempre está pedindo a você.

Essas pessoas não têm o que comer
Não têm onde morar
Por isso oremos por elas
Só assim suas vidas vão melhorar.

Autora: Vitória de Oliveira Pimentel


A fome

Sinto pena das crianças que choram de fome
Vejo o seu sorriso mesmo diante de tanta agonia
E me sinto muito triste porque jogamos fora
Tanta comida no nosso dia a dia
Desprezamos uma riqueza que era tudo
Que essas crianças queriam.


A Fome de amor

Veio a fome e bateu na minha porta
Não quis abrir.
Pensei que fosse a saudade
 que viesse me perseguir

Bateu novamente com força

Dessa vez não resisti
Desci a escada em silêncio
 O amor para sempre partiu
Deixando essas palavras fatais:
Sou a felicidade e não voltarei jamais.

Autora: Jucilene Santos Cerqueira









quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Homenagem aos Estudantes

Dentre os diversos textos que existem para homenagear os estudantes , optei por esse poema por retratar realmente o aluno: Como um ser humano igual a qualquer um ,com erros e acertos. 
A você, meu querido aluno, a minha mais sincera gratidão. Com você aprendo todos os dias por isso que continuo sendo uma eterna estudante da nossa maior escola; A vida.
Sonhadores, tagarelas, tímidos, ousados
Gente boa, gente linda, gestos alegres
Olhos vivos, inteligentes ou quedados…
São eles! Os nossos estudantes!
Cheios de vida e esperança,
Falando com o corpo todo
Sentindo com a alma inteira!
Rebeldes , inconformados, críticos
Risonhos ou tristonhos,
Mas cheios de belos sonhos!
Estudando com afinco,
Ou levando na brincadeira…
Assumindo suas responsabilidades,
Ou então, executando tarefas
simplesmente por executá-las!
Almas nobres, solidárias…
Impetuosos ou veementes!
Quando se vão para outras paragens
Para seus estudos continuar,
Ou então outros mistérios desvendar,
Parece que levam um pedaço de nós….
Pois partem qual filho amado
A quem sempre desejamos
Toda sorte de venturas!
Estejais preparados estudantes amados!
Alguém chama pelo vosso nome!
É a família, a comunidade, o país,
Que espera a vossa resposta!
Sereis capazes de escrever uma bela história,
Com certeza a história de um mundo melhor!
Lembrai-vos também ao celebrar as conquistas,
de exaltar as dificuldades que vos fizeram crescer e evoluir,
e que nenhum fracasso será definitivo enquanto vivos estivermos!
(Beatriz Kappke)
Foto: Estudantes do Gastão durante uma oficina de leitura)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

JORGE AMADO


10/8/1912, Itabuna (BA)
6/8/2001, Salvador (BA)



 
Por coincidência da vida, Jorge Amado nasceu no mesmo mês em que morreu: agosto. Por isso nesse mês se homenageia esse autor que teve sua obra traduzida em 49 idiomas, em 55 países.
Jorge ficou mais conhecido do público em geral com a adaptação de seus livros para a TV, em novelas como Gabriela, Terras do sem fim e Tieta, além das minisséries Tenda dos milagres, e Tereza Batista. O filme Dona Flor e seus dois maridos, de 1975, baseado em uma das suas obras, foi um grande recordista de público do cinema nacional.
          Meu primeiro contato com a obra dele foi através de livro Capitães de Areia. Tinha mais ou menos 12 anos e ainda não conhecia a capital (Salvador). Morava no interior e através do livro criei uma imagem de cidade perigosa. Logo depois, fui em uma excursão de escola conhecer a cidade. Cada local que passava sentia a presença daqueles meninos que povoavam a minha imaginação e me deixava temerosa. Achava que a cidade era tomada por eles.
“Em Capitães da Areia temos a "cidade alta" como cenário principal. Pedro Bala é o chefe de um grupo de jovens arruaceiros que roubam para sobreviver. Nunca ninguém havia mencionado em literatura este bando de jovens que engenhosamente desafia as autoridades, roubando a classe privilegiada e dividindo o produto do roubo entre os seus camaradas subnutridos.
A narrativa se desenrola no Trapiche (hoje Solar do Unhão e o Museu de Arte Moderna); no Terreiro de Jesus (na época era lugar de destaque comercial de Salvador); onde os meninos circulavam na esperança de conseguirem dinheiro e comida devido ao trânsito de pessoas que trabalhavam lá e passavam por lá; no Corredor da Vitória área nobre de Salvador, local visado pelo  grupo porque lá habitavam as pessoas da alta sociedade baiana, como o comendador mencionado no início da narrativa.”
Logo no início do livro há umas cartas destinadas a redação de um jornal da Capital que justifica o título do livro e denominação do bando: São chamados de Capitães de Areia porque o cais é o seu quartel general.
Os personagens são, em sua maioria, masculinos e dentre eles, Pedro Bala, cuja agilidade sugerida pelo apelido, merece especial atenção - Sem Perna, Pirulito, O Professor são os mais destacados: Ainda temos no grupo João Grande, Volta Seca, Boa Vida.Todos muito bem configurados pelos seus apelidos baseados na aparência física.
Foi uma leitura inesquecível. Desse episódio em diante não deixei de ler sequer um livro desse grande nome da nossa literatura. Até Zélia Gattai comecei a apreciar por causa da sua relação com ele.
Jorge Amado morreu perto de completar 89 anos, em Salvador. A seu pedido, foi cremado, e as cinzas, colocadas ao pé de uma árvore (uma mangueira) em sua casa.

sábado, 6 de agosto de 2011

Assim ficaram os professores do Estado a espera da URV


O SEGREDO...
 
Um médico saiu a caminhar e viu essa "senhorinha" da foto sentada no banco de uma praça lendo o Jornal "A TARDE".
 
Imediatamente, aproximou-se e perguntou, curioso:
 
- Nota-se que a senhora está bem, qual é seu segredo??
 
Ela  então respondeu:
 
- Sou PROFESSORA do Governo do Estado. Durmo às 4 da manhã preparando atividades, elaborando provas e me levanto às 6. Não pratico esportes, e nos fins de semana também não me divirto pois ainda trabalho corrigindo avaliações, organizando aulas, preenchendo diários de classe, fazendo planejamentos e "portfólios", procurando músicas para passar para os alunos e vídeos na INTERNET para não deixar as aulas MONÓTONAS. Não tenho tempo para os meus filhos, só para os FILHOS DOS OUTROS. Estou sempre com algo para elaborar ou corrigir, inclusive nos feriados, como hoje, 1º DE MAIO - DIA DO TRABALHO. Quase não tomo café da manhã, não almoço e nem janto porque não dá tempo e também porque faço "bicos" vendendo produtos de beleza, roupas íntimas, bijouterias (que eu faço), panos de pratos (que eu pinto), dando "banca", ou relacionando contas prá pagar. 


Ah! nos minutos vagos, ainda leio os jornais em circulação, que frequentemente trazem reportagens em que o Governador do Estado, JAQUES WAGNER, diz que eu não mereço salário melhor, porque sou preguiçosa e não ensino direito...(mas afinal, como professora tenho que me manter informada, não é mesmo)?
 
O doutor então exclamou:
 
- Mas isso é extraordinário!
A senhora tem quantos anos?
 

- 47 e ainda espero estar viva até o dia do Pagamento da URV. - respondeu-lhe a senhora


NOSSA...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A PALAVRA

 
A palavra é uma roupa
que a gente veste.
Uns gostam de palavras curtas.
Outros usam roupa em excesso.
Existem os que jogam palavra fora.
...
Pior são os que usam em desalinho.
Alguns usam palavras raras.
Poucos ostentam caras.
Tem quem nunca troca.
Tem quem usa a dos outros.
A maioria não sabe o que veste.
Alguns sabem e fingem que não.
E tem quem nunca usa
a roupa certa pra ocasião.
Tem os que se ajeitam bem
com poucas peças.
Outros se enrolam em um
vocabulário de muitas.
Tem gente que
estraga tudo que usa.
E você, com quais
palavras você se despe?
- Viviane Mosé -
in Toda Palavra

quarta-feira, 27 de julho de 2011

TAUTOLOGIA

´
Sabe o que é tautologia ?

    É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido. O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, como pode ver na lista a seguir:

- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exata
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livre escolha
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- fato real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planejar antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito


    Note que todas essas repetições são dispensáveis. Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada?  É óbvio que não. Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

PALÍNDROMO

SABEM O QUE É UM PALÍNDROMO?




Palíndromo é uma palavra, ou um número, que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, normalmente, da esquerda para a direita e ao  contrário.
Exemplos: OVO, OSSO, RADAR.

O  mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do  conhecido:
 SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.

Diante do interesse pelo assunto (confesse, já leu a frase ao contrário), tomei a liberdade de selecionar alguns dos melhores palíndromos da  língua de Camões...

ANOTARAM A DATA DA MARATONA

ASSIM A AIA IA A MISSA

A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA

A DROGA DA GORDA

A MALA NADA NA LAMA

A TORRE DA DERROTA

LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL  É COR AZUL

O CÉU SUECO


O GALO AMA O LAGO

O LOBO AMA O BOLO

O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO

RIR, O BREVE VERBO RIR


A CARA RAJADA DA JARARACA

SAIRAM O TIO E OITO MARIAS

ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Árvore de nossos amigos



"Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho.
Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras, apenas, vemos entre um passo e outro.
A todas elas chamamos de amigo.
...
Há muitos tipos de amigos. Talvez, cada folha de uma árvore caracterize um deles. O primeiro que nasce do broto é o amigo pai e o amigo mãe. Mostram o que é ter vida. Depois, vem o amigo irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floresça como nós.

Passamos a conhecer toda a família de folhas, a qual respeitamos e desejamos o bem. Mas o destino nos apresenta outros amigos, os quais não sabíamos que iam cruzar o nosso caminho. Muitos desses denominados amigos do peito, do coração são sinceros, são verdadeiros. Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz felizes...

Às vezes, um desses amigos do peito estala o nosso coração e, então, é chamado de amigo namorado(a). Esse(a) dá brilho aos nossos olhos música aos nossos lábios, pulos aos nossos pés.
Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora. Esses costumam colocar muitos sorrisos na nossa face, durante o tempo que estamos por perto.

Falando em perto, não podemos esquecer dos amigos distantes. Aqueles que ficam nas pontas dos galhos, mas quando o vento sopra, sempre aparecem novamente entre uma folha e outra.

O tempo passa, o verão se vai, o Outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas. Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações. Mas o que nos deixa mais feliz é que as que caíram continuam por perto, continuam alimentando a nossa raiz com alegria.
Lembranças de momentos maravilhosos enquanto cruzavam com o nosso caminho.

Desejo a você, folha da minha árvore, Paz, Amor, Saúde, Sucesso, Prosperidade...Hoje e Sempre...simplesmente porque: Cada pessoa que passa em nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós.
Há os que levam muito, mas NÃO há os que não deixam nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram POR ACASO!!!


FELIZ DIA DO AMIGO/AMIZADE

domingo, 17 de julho de 2011

Sinais para a vida

Use Vírgulas para separar as experiências boas das más.
Reticências para quem lhe faltou em alguma situação.
Salpique Exclamações na sua Vida.
Abuse das Interjeições de Felicidade. Faça uma revisão nos seus Sonhos.
Tome Decisões com Letra Maiúscula.
...
E coloque Ponto Final na Tristeza."
(Desconhecido)

Extraido do blog: Pensamentos do Coração

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ovelha Negra

   


   São várias as línguas que registram essa expressão, usada para classificar uma pessoas que destoa da família ou de um grupo social, como uma ovelha negra se destaca no meio do rebanho branquinho.
   Na antiguidade, todo animal preto era sacrificado aos deuses nas religiões pagãs e eram vistos como "forças da trevas".
   Por isso a expressão é usada para alguém que tem um comportamento diferente do resto de um grupo, de uma família, de uma equipe. Geralmente é um comportamento desagregador, desajustado, violento. Outra versão diz que a expressão vem do pastoreio, em referência a uma ovelha qualquer que em meio a várias outras, dificultaria o trabalho do pastor ao se afastar do grupo.
                O Guia dos Curiosos  pág. 207






quarta-feira, 13 de julho de 2011

Escreva Certo





VIMOS OU VIEMOS?

Quanto ao verbo "vir" devemos usar "vimos", quando se trata de ação presente; e viemos quando se trata de ação passada.
Exemplo:
Ontem viemos aqui e não o encontramos; por isso, hoje, vimos novamente.

SE EU VIR ou  SE EU VER?

O Certo é "se eu vir"
O verbo ver, nas frases em que vem introduzido pelos vocábulos "se" ou "quando", assume as formas "VIR", "VIRES", "VIR", "VIRMOS", "VIRDES", "VIREM"
Exemplo:
 Se eu a vir, faremos as pazes.
Quando nos virmos, trataremos do assunto.

NOME DE CORES:

 Caso 1: Nome de cor originado de  um substantivo.
Quando  originado de substantivo,  o  nome de cor  não sofre flexão, quer seja uma palavra simples , quer seja composta (nome de cor + substantivo).
Exemplos:
Tons pastel
Carros vinho
Calças areia
Cortinas rosa
Blusas azul-turquesa
Exceção: lilás – lilases

Caso  2: Nome de cor  é originalmente um adjetivo

Quando  o  nome de cor é  originalmente um adjetivo, ocorre a flexão, quer seja palavra simples, quer seja composta.
Exemplos:
Caixas brancas
Carros vermelhos
Bolsas roxas
Sandálias douradas.
Olhos azul-claros.
Camisas rubro-negras.

domingo, 26 de junho de 2011

sábado, 25 de junho de 2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A Palavra COISA



    Para quem gosta da Língua Portuguesa, curiosidade como esta é interessante. Acompanhe o texto e veja que "coisa estranha" para se pensar. O substantivo "coisa" assumiu tantos valores que cabe em quase todas as situações cotidianas. A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades. É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia. Coisas do português.

   A natureza das coisas: gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há "coisar": "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?".
   Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. Já as "coisas" nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio. "E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios" (Riacho Doce, José Lins do Rego). Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha. Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o Segura a Coisinha.
   Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943. A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas. Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa". A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!".
   Devido lugar "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)". A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro. "Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca." Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas. Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa).
   Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta. Nunca vi coisa assim! Coisa de cinema! A Coisa virou nome de filme de Hollywood, que tinha o seu Coisa no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem "Coisinha de Jesus". Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima".
   Mas a "coisa" tem história na MPB. No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré ("Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar"), e A Banda, de Chico Buarque ("Pra ver a banda passar / Cantando coisas de amor"), que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor, que a Som Livre remasterizou. Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as coisas: "Coisa linda / Coisa que eu adoro". Cheio das coisas, As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquece, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração: todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o "rei" das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas. Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade (afinal, "são tantas coisinhas miúdas"). Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade ("ô coisinha tão bonitinha do pai").
Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal. "Esse papo já tá qualquer coisa... Já qualquer coisa doida dentro mexe." Essa coisa doida é uma citação da música Qualquer Coisa, de Caetano, que canta também: "Alguma coisa está fora da ordem." Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma. A coisa pública não funciona no Brasil. Desde os tempos de Cabral. Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura. Quando se elege, o eleitor pensa: "Agora a coisa vai." Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas! Coisa à toa Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema Eu, Etiqueta, Drummond radicaliza: "Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente." E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa".
   Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas, para ser usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas? Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más. Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida", cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda. Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento: "amarás a Deus sobre todas as coisas". Entendeu o espírito da coisa?

autor não identificado

domingo, 19 de junho de 2011

Soletrando 2011 - Instituto de Educação Gastão Guimarães

Projeto desenvolvido pela área de Linguagens do Instituto de Educação Gastão Guimarães.
Baseado no Soletrando da Rede Globo, esse trabalho conta com a participação de toda a comunidade e já faz parte do calendári escolar há três anos. Totalmente custeado pelos professores que colaboram com prêmios e uma quantia para que haja uma premiação para os finalistas.
A interação entre os pais e professores é o ponto relevante desse projeto.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Fernando Pessoa - 13 de junho de 1988



   No dia 13 de junho se homenageia o grande poeta Fernando Pessoa, o dia em que ele nasceu, em 1888.   Sua maior faceta diz respeito ao fenômeno da heteronímia.
  Antes de tudo é preciso não confundir pseudônimo com heterônimo. O pseudônimo é um nome falso, sob o qual alguém se oculta por uma circunstância qualquer; o hetrônimo vai além: é um outro nome uma outra personalidade, uma outra individualidade, diferente, portanto do criador. 
  Os vários poetas que Fernando Pessoa criou têm seus caracteres físicos, traços de personalidade, formação cultural, profissão, ideologia. Assim é que "nasceram" Alberto Caieiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. Esses são considerados heterônimos perfeitos mas há vários outros semi-heterônimos.
   Leia o que ele diz sobre suas criações:

   "Criei em mim várias personalidades. Crio personalidades constantemente. Cada sonho meu é imediatamente, logo ao aparecer sonhado, encarnado numa outra pessoa, que possa sonhá-lo, e eu não.
   Para criar, destruí-me; tanto me exteriorizei dentro de mim, que dentro de mim não existo senão exteriormente. Sou a cena viva onde passam vários atores representando várias peças.  
                           (Do "Livro do desassossego")


Nesse pequeno poema Ricardo Reis,  de forma suave e melodiosa, nos diz que é fundamental viver plenamente tudo que se faz.

Para se grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou esclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
no mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.